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Isenção versus exactidão
[5 de Setembro de 2022]

«Existe uma diferença fundamental entre isenção e exatidão. A primeira é sempre relativa a uma circunstância ou conjuntura. É um conceito relacional porque implica a referência a um facto, pessoa ou evento, por exemplo. Já a exatidão é factual e concreta, logo não pode ser adaptada a circunstâncias. Entre os profissionais do jornalismo está ganhando corpo uma controvérsia sobre o que é mais importante na conjuntura atual: a fidelidade factual ou a isenção política» — esta a dicotomia que o jornalista brasileiro Carlos Castilho destaca numa edição do Observatório da Imprensa. Em boa verdade, é um dilema com que os jornalistas deparam há muito tempo, mas a revolução tecnológica das últimas décadas transferiu o centro de gravidade do conflito do âmbito estritamente profissional para o conjunto da sociedade e as suas crescentes e complexas contradições.

«O problema», lembra Castilho, «é que os valores do jornalismo estão sofrendo o impacto das mudanças que atingem toda a área da informação e da comunicação, como parte do conjunto de transformações sociais, económicas, culturais e políticas pelas quais o mundo está passando.  Não dá para dissociar a profissão do ambiente que a cerca, porque o jornalismo tem uma função insubstituível na dinâmica social contemporânea.» 

Seria cómodo para o jornalista poder dizer, parafraseando Sartre, “posso escolher não escolher”. A dificuldade é que a escolha já não depende só de si. Como observa Carlos Castilho, «o jornalismo está sendo levado, mais uma vez, a fazer uma escolha entre adotar o princípio democrático na produção de notícias ou deixar-se envolver pela ilusão de que é possível ser isento numa conjuntura polarizada.»

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Jornalista sai da CNN depois de chamar «demagogo desonesto» a Trump
[4 de Setembro de 2022]

O correspondente da CNN na Casa Branca – cujo novo líder quer que o canal adote o que considera uma voz politicamente mais neutra – deixou a empresa depois de chamar a Donald Trump “um demagogo desonesto” no ar. John Harwood anunciou a saída da CNN um dia depois de falar favoravelmente do discurso de Joe Biden, no qual o presidente disse que as forças republicanas leais ao seu antecessor, Trump, colocam em risco a democracia americana.

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Nos EUA, a televisão polariza mais do que a internet
[4 de Setembro de 2022]

Investigadores de duas universidades dos EUA e da Microsoft Research acompanharam os hábitos de consumo de notícias de TV de dezenas de milhares de adultos norte-americanos de 2016 a 2019 e descobriram que cerca de 17% dos norte-americanos estão politicamente polarizados – 8,7% à esquerda e 8,4% à direita – com base no seu consumo de notícias de TV. Isso é 3 a 4 vezes mais do que a percentagem média de norte-americanos polarizados por notícias on-line.

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Um jornal precisa de páginas de opinião?
[2 de Setembro de 2022]

A maior cadeia de imprensa dos Estados Unidos quer livrar-se das páginas de opinião dos jornais.

A Gannett, editora do USA Today e de cerca de 250 outros jornais em todo o país, disse aos editores dos seus jornais que deveriam reduzir as páginas de opinião da característica base diária a uma ocorrência mais rara. Alguns jornais da Gannett agora publicam apenas uma página de opinião por semana. Além disso, o grupo quer ver essas páginas focadas em “conversas da comunidade”, em vez de artigos de opinião genéricos.

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Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva
[1 de Setembro de 2022]

Estão abertas até 30 de setembro as candidaturas ao Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva, para celebrar o jornalismo e as histórias que nos revelam o mundo, a verdade e a investigação. Porque só uma sociedade informada pode dar espaço e voz à pluralidade e democracia.

Esta foi a visão que uniu a INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda e o Clube de Jornalistas na realização desta 2ª edição, que presta homenagem a todos os profissionais, e, sobretudo, recorda o legado de Vicente Jorge Silva, uma figura incontornável na história do jornalismo contemporâneo em Portugal.

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SJ participa ao Ministério Público processo de juristas da federação de futebol contra jornalista da SportTV
[1 de Setembro de 2022]

O Sindicato dos Jornalistas considera grave, ilegal e um atentado à liberdade de imprensa a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol em instaurar um processo disciplinar a uma jornalista da SportTV por esta ter feito uma pergunta a Rúben Amorim na zona de entrevistas rápidas fora do contexto do jogo que acabara de terminar, o Sporting x Desportivo de Chaves, uma situação que não se enquadrava no regulamento das competições organizadas pela Liga Portugal.

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Vendas de jornais continuam em queda livre
[1 de Setembro de 2022]

No primeiro semestre de 2022, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público, os quatro diários generalistas auditados pela APCT, venderam em média, e no seu conjunto, menos 8.526 exemplares por edição, um recuo de 9,55% relativamente à circulação impressa paga registada entre janeiro e junho de 2021.

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Os algoritmos, a desinformação e a ameaça à democracia
[30 de Agosto de 2022]

Para entender melhor o uso dos algoritmos de inteligência artificial (IA) na disseminação de desinformação e a ameaça que isso representa à democracia, o Observatório da Imprensa entrevistou Magaly Prado, a autora de ‘‘Fake news e inteligência artificial: o poder dos algoritmos na guerra da desinformação’’, livro que mostra a lógica por trás do processo da indústria da desinformação. Trata sobre os diferentes recursos, tecnologias e ferramentas utilizadas na proliferação dessas mensagens fraudulentas e propõe possíveis maneiras de mitigar o seu efeito.

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A desinformação no quotidiano do jornalismo
[30 de Agosto de 2022]

Carlos Castilho escreve no Observatório da Imprensa (Brasil) sobre um tema que lhe é caro e que está atualmente no centro das discussões dos analistas de media em todo o mundo: a desinformação. «Quando você lê jornal, assiste telejornais ou visita redes sociais você não acessa diretamente os dados, fatos ou eventos noticiados, mas sim a forma como os editores, repórteres e articulistas veem e entendem estes mesmos dados, fatos e eventos» — observa Castilho. «Num ecossistema diversificado e transparente, o leitor, ouvinte ou telespectador tem maneiras de comparar versões, mas quando o noticiário compartilha um mesmo ponto de vista, isto configura um caso de desinformação, ou seja, visões parciais apresentadas como verdades plenas».

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ANACOM consulta público e operadores
[30 de Agosto de 2022]

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) está a promover uma consulta pública sobre as principais orientações e ações estratégicas a desenvolver no triénio 2023-2025.

Segundo o Meios & Publicidade, o regulador quer conhecer as prioridades e necessidades identificadas pelos agentes do setor, desde os consumidores e outros utilizadores, até operadores e outras partes interessadas. Além dos comentários, os participantes na consulta pública são desafiados a responder às seguintes questões: Das ações estratégicas que a ANACOM se propõe desenvolver, quais são as que considera mais prioritárias? Que outras ações considera importante que sejam desenvolvidas pela ANACOM no triénio 2023-2025, tendo em conta os objetivos estratégicos?´

Os contributos podem ser remetidos até 16 de setembro através do e-mail plano2023-2025@anacom.pt. A ANACOM irá depois proceder à divulgação pública dos contributos recebidos.

» Consulta pública sobre as orientações estratégicas para 2023-2025