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Jornalista da Al Jazeera morta em confrontos com tropas israelitas na Cisjordânia
[11 de Maio de 2022]
Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera

A jornalista Shireen Abu Akleh, de 51 anos, uma das mais reputadas e antigas jornalistas da Al Jazeera, estação de televisão onde trabalhava desde 1997, estava esta manhã a cobrir uma operação das forças israelitas em Jenin, na Cisjordânia, quando foi atingida mortalmente.

De acordo com a Al Jazeera, Shireen Abu Akleh estava com um colete à prova de bala com a indicação “Press” e foi baleada na cabeça. Ainda foi transportada de emergência para o hospital de Jenin, mas a sua morte veio a ser declarada às 16h15, hora de Lisboa.

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Fotos para vencer o tempo
[11 de Maio de 2022]
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Inácio Ludgero assinala os seus 50 anos de foto jornalismo com uma exposição comemorativa no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo. A exposição, intitulada “Vencer o tempo”, será inaugurada no próximo dia 18 de maio, pelas 20h30.

O título e o texto de abertura da exposição são da autoria da escritora Lídia Jorge. A câmara municipal de Ferreira do Alentejo patrocinou esta exposição de 86 fotografias que percorrem os 50 anos de profissão de Inácio Ludgero. A mostra conta, também, com textos de António Manuel Ribeiro, Cesário Borga, Fernando Dacosta, Isabel Nery e Luís Pita Ameixa.

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Sindicato quer que RTP Madeira tenha emissão própria e transmissão na TDT
[10 de Maio de 2022]

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual pediu a intervenção do parlamento madeirense junto do poder político nacional para que a RTP Madeira tenha emissão própria e com transmissão na Televisão Digital Terrestre.

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O Facebook bloqueou em 2021 páginas governamentais da Austrália para impedir a votação de uma lei
[9 de Maio de 2022]

Em 2021, a rede social bloqueou determinadas páginas de informações sobre Covid-19 ou desastres naturais na Austrália. Supostamente “involuntária”, a manobra pretendia, na verdade, influenciar a elaboração de uma lei à qual o Facebook era desfavorável, segundo o “Wall Street Journal”.

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Sindicato dos Jornalistas lembra que a profissão tem canais próprios de regulação e denúncia
[9 de Maio de 2022]

O Sindicato dos Jornalistas, em nota divulgada no seu site, repudia a insistência de quem faz acusações a jornalistas que operam em cenários de guerra, apesar dos numerosos mecanismos de regulamentação e escrutínio da profissão. Se alguém considerar que um jornalista não cumpre as obrigações profissionais, lembra o Sindicato, deve informar a Comissão da Carteira e o Conselho Deontológico dos Jornalistas.

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Registados 453 ataques em 2021 contra jornalistas no Brasil
[8 de Maio de 2022]

Um relatório da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo mostra que, somente em 2021, foram registados 453 ataques contra comunicadores e meios de comunicação. Em 69% dos casos, a agressão foi provocada por agentes estatais. O presidente Jair Bolsonaro, sozinho, atacou a imprensa 89 vezes no último ano, ou seja, sozinho representa 19,64% do total de ataques. Somando isso aos ataques dos seus ministros, assessores e filhos com mandatos electivos, chega-se a 55% dos ataques totais. Quando apoiantes e manifestantes em eventos favoráveis ao presidente são incluídos na soma, o número chega a 271 – 60% dos registos totais.

Assim como nos anos anteriores, os discursos estigmatizantes, que são agressões verbais que buscam desmoralizar o trabalho jornalístico, foram identificados como a principal forma de ataque, presentes em 74,6% dos alertas de 2021. Com frequência, essas agressões ganham contornos de violência sistemática nas redes sociais, iniciadas por figuras políticas e perpetradas por internautas, verificando-se que 62,5% dos casos tiveram origem ou repercussão na internet.

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Candidaturas abertas para o Prémio de Jornalismo Daphne Caruana Galizia
[5 de Maio de 2022]

O prazo de candidaturas ao Prémio de Jornalismo Daphne Caruana Galizia está já a decorrer e termina no próximo dia 31 de julho.

Este prémio, promovido pelo Parlamento Europeu, premia anualmente o jornalismo de excelência que promova ou defenda os princípios e valores fundamentais da União Europeia, tais como a dignidade humana, a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e os direitos humanos.

A jornalista Patrícia Fonseca, em representação do Clube de Jornalistas, integrou o júri internacional do Prémio no ano passado, quando este foi atribuído pela primeira vez pelo Parlamento Europeu, tendo sido premiados os jornalistas do Projecto Pegasus, coordenado pelo consórcio Forbidden Stories (Histórias Proibidas). Este trabalho, que envolveu mais de 80 jornalistas de 17 jornais em 10 países (entre eles o Guardian e o Washington Post), provou que os telefones de mais de 200 jornalistas, 14 chefes de Estado e dezenas de figuras políticas eram espiados por países e multinacionais usando tecnologia (spyware) da empresa israelita NSO.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, lembrou que “a Europa está ao lado daqueles que procuram a verdade” e que “a caneta de Daphne foi silenciada porque ela estava a desvendar a verdade”. “Nunca devemos permitir que jornalistas se tornem alvos ou vítimas”, sublinhou. Com este prémio, garantiu Metsola, “o Parlamento Europeu continuará a defender a liberdade de expressão, a pluralidade dos meios de comunicação social e o jornalismo de qualidade e ajudará a transmitir estes valores às gerações futuras”.

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Marcelo Rebelo de Sousa e António Guterres deixam avisos aos media
[5 de Maio de 2022]

O Presidente da República, aproveitou esta terça-feira a celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa para se manifestar “seriamente preocupado” com panorama dos media no mundo e em particular em Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa recordou que “a liberdade de imprensa é fundamental para a democracia” e defende que “a questão pandémica e a emergência da guerra tornaram ainda mais urgente” a defesa da liberdade de imprensa.

O Presidente da República, citado pelo “Correio da Manhã”, referiu ainda que “a viabilidade dos meios de comunicação social passou a ser um problema quotidiano” e lembrou que “nos últimos anos fecharam sucessivamente jornais locais e regionais”. Aos profissionais deixou um sério aviso: “A censura por omissão é hoje um grande risco.”

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou o trabalho “essencial” dos jornalistas e lembrou os riscos corridos por aqueles que “seguem na linha da frente para levar informações precisas e para salvar vidas”, referindo-se aos que têm estado em zonas de guerra e no epicentro da pandemia. Para Guterres, o avanço da tecnologia digital, contribui para “a democratização no acesso à informação”, mas também “facilita a censura e cria novos canais para a opressão e o abuso”.

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É preciso garantir a vitalidade da imprensa
[4 de Maio de 2022]

«É indispensável que se debatam os desafios que o setor enfrenta, as possíveis soluções e por onde poderá passar o futuro. Só assim se podem abrir caminhos que garantam a vitalidade deste que é um dos principais pilares da democracia» — afirma o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, em artigo publicado no “Meios & Publicidade”, a propósito do  Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se celebrou a 3 de maio.

João Palmeiro lembra que «carecem de urgente solução» os problemas que «os media tradicionais atravessam, e que acabaram por ser ainda mais agravados pela pandemia». Na sua opinião, «já há uns anos que os indícios de crise se tornaram consistentes». Para combater a crise, «algumas publicações ainda reduziram o que puderam. Passaram a ter menos páginas, diminuir o volume de tiragens, a usar outro papel e alguns até mudaram de periodicidade. Mas as alternativas também se esgotam e não devemos esquecer que tudo isto também representa menos pluralismo e diversidade».

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Livro de Rui Cardoso sobre guerra na Ucrânia apresentado esta quinta-feira em Lisboa
[4 de Maio de 2022]

O livro “Ucrânia, 35 Pontos Fundamentais para Entender a Invasão Russa” (Ed. Oficina do Livro), do jornalista Rui Cardoso, é apresentado por Miguel Monjardino e Pedro Cordeiro esta quinta-feira, 5 de maio, às 18h00, na Livraria Bucholz, em Lisboa. A obra promete ajudar a uma melhor compreensão da guerra com contornos especialmente brutais que, no final de fevereiro, eclodiu em plena Europa, deixando o mundo ocidental entre a estupefação e o choque.

Com uma brevíssima, mas elucidativa, incursão pela história da Ucrânia, passando por temas como a expansão da NATO, o mito do genocídio de russófonos no Donbass, a «transformação» de Putin aos olhos do exterior, a improvável ascensão de Zelensky, a tenacidade dos invadidos e as fraquezas dos invasores, o equipamento militar utilizado de ambos os lados e as armas proibidas por leis internacionais, sem esquecer a ameaça do nuclear, Rui Cardoso aborda o conflito nas suas várias perspetivas e deixa-nos, ainda, pistas importantes sobre o que podemos esperar desta nova era de incerteza que paira no horizonte mundial.

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