[17 de November de 2014]

Originalmente, a função do jornalista era produzir notícias e reportagens suficientemente fidedignas e atraentes para chamar a atenção do público e, com isso, induzi-lo ver anúncios pagos. Agora, o jornalista passa também a produzir publicidade que parece notícia, o que elimina uma etapa no processo de atração do público. A notícia autêntica tende a tornar-se supérflua no novo esquema de negócios da indústria dos jornais.

Essa situação aumenta consideravelmente a dificuldade do leitor em separar o joio do trigo em matéria de notícias publicadas na imprensa. O que já era difícil por conta das percepções individuais dos jornalistas e dos interesses econômicos e políticos dos donos das empresas jornalísticas, agora torna-se ainda mais complicado na medida em que o disfarce da publicidade na forma de notícia passa a ser uma norma institucional. (Carlos Castilho)

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CJ na TV

Emissão de 14 de Janeiro, de 2009

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Sede do Clube de Jornalistas, Rua das Trinas

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Brevemente!

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RTP: Na jogada da Champions estão todos “off side”
[21 de November de 2014]

A compra dos direitos de emissão da Champions pela RTP deixou tudo em polvorosa. A TVI acendeu a mecha, a administração da RTP fingiu que respondeu, o Conselho geral falou para dizer que não falava, o governo falou, em geral, quando não tinha que falar, a ERC está em silêncio. Ainda não foi possível saber que tipo de jogada é esta da compra dos direitos da Champions, mas o que parece óbvio é que estão todos off side. (JAG)

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Choque em cadeia na RTP
[21 de November de 2014]

Conselhos e comissões em rota de colisão só podem originar um choque em cadeia. No negócio da Champions, o que falta saber é quem viaja no lugar do morto.

» O governo continua a hostilizar a RTP (Estrela Serrano)
» Governo contra, Conselho geral ainda não fala (“Público”)
» RTP comprou mesmo os direitos e CGI aguarda (“DN”)
» Conselho de redacção satisfeito (Diário Digital)
» Comissão de trabalhadores: “A RTP é um serviço público. Há aqui algum equívoco por parte da administração (“Jornal de Negócios”)
» ERC sem acordo sobre nova organização da RTP (“Sol”)

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Da crónica e das suas adulterações
[20 de November de 2014]

«Com a abundância de informação veiculada pela internet, [a crónica] passou a ser um “valor acrescentado” proposto aos leitores. Mas a proliferação de derrapagens mostra que as caraterísticas elementares são ignoradas…» (J.-M. Nobre Correia)
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RTP tira Liga dos Campeões à TVI em negócio de milhões
[20 de November de 2014]

Há três anos o governo impediu a RTP de concorrer às transmissões. Agora, a estação pública ganha à TVI com proposta milionária. Canal de Queluz fala em desregulação do mercado.

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Governo relança apoios à edição de obras sobre os media com a FCT e universidades
[20 de November de 2014]

Verbas para trabalhos de investigação sobre o sector da comunicação social passam do Gabinete para os Meios de Comunicação Social para a responsabilidade da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
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O “Diário de Notícias” evocado por antigos profissionais
[20 de November de 2014]

«A obra O Nosso DN – Memórias do Tempo, levada a cabo pelo veterano jornalista Fernando Pires, está lançada e revela-se sem dúvida um trabalho que a todos oferece a possibilidade de analisar e entender o modo como a Imprensa foi evoluindo nas suas múltiplas componentes. Saborosos registos conduzem-nos à época das barras de chumbo, dos dinâmicos e sábios tipógrafos, dos jornalistas a escreverem notícias, artigos, reportagens, entrevistas com canetas (algumas de aparo mergulhado no tinteiro). Registos que passam igualmente pela técnica do offset e chegam ao mundo da informática, ao das máquinas de escrever entretanto destronadas pelos computadores.» (Maria Augusta Silva e Pedro Foyos)
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Bélgica: Político executado antes mesmo de ser acusado
[19 de November de 2014]

«A partir de agora, a execução precede a condenação», escrevem dois prestigiados juristas belgas, a propósito do caso do presidente do parlamento da federação Valónia-Bruxelas, Jean-Charles Luperto (PS), que foi constrangido a demitir-se, depois da revelação na imprensa de que era objecto de uma instrução judicial fundada em queixas por atentado ao pudor. Luperto ignorava completamente esse processo, cujos fundamentos contesta. «Passou pela guilhotina mediática, antes mesmo de saber o que a polícia e a justiça» queriam dele.
«O inquérito penal forma, com o trabalho jornalístico, um par infernal: por um lado, o simples facto de ser tornado público é suficiente para desonrar qualquer pessoa e, por outro lado, leva à indolência os jornalistas que podem contentar-se em dizer bem alto que lhes disseram baixinho (se se trata de fugas), ou de repetir o que os procuradores lhes entregam, sem se preocuparem em verificar ou recortar a informação. Acresce que cobrir o judiciário não custa caro, mas pode dar bons lucros, se se trata de factos que agitam a opinião pública ou de suspeitos célebres» — afirmam os juristas belgas.

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Jornalismo e “a corrupção da democracia”
[17 de November de 2014]

Hoje, vou decididamente fazer incitamento e elogio a práticas de jornalismo que tomam partido pelo combate a esta “pandemia que tudo invade, que tudo perverte, a corrupção da democracia”. (Paquete de Oliveira, provedor do leitor do “Pùblico”)

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O video de 2006 que previa o fim dos jornais em 2015
[17 de November de 2014]

O rápido desenvolvimento da tecnologia na mudança do século funcionou como uma espécie de aguardente de medronho para espíritos muito ansiosos e pouco experientes. Prever o fim dos jornais foi, durante algum tempo, a moda dominante em certos círculos jornalísticos, mais preocupados em anunciar o fim da informação impressa para daí a uns anos do que em melhorar a informação do dia seguinte. Um bom exemplo da doença infantil dos jornalistas que viram a luz da revelação digital (não confundir com revolução digital, por favor) é este vídeo produzido em 2006 e que anunciava o fim da imprensa para 2015. (JAG)

» Epic 2015

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«Design inconfundível» do “Público” premiado na Alemanha
[17 de November de 2014]

O “Público” venceu o prémio de Jornal Europeu do Ano, na categoria nacional, atribuído pela Office for Newspaper Design, organização alemã que distingue anualmente os jornais com melhor design na Europa. Na categoria Online e Crossmedia, foram também premiados cinco trabalhos publicados no sítio Publico.pt.
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