[21 de May de 2015]

Finalmente, algo parece mover-se no panorama do comentário político televisivo. Paulo Dentinho, novo director de Informação da RTP, decidiu, e bem, abanar o charco fétido de ex-dirigentes partidários travestidos de comentadores isentos. Acabam os políticos residentes e a partir do dia 28 arranca um programa de novo tipo. Esperemos para ver.
A sem vergonha tem sido tal que nas generalistas TVI, SIC e RTP os comentadores residentes são apenas figuras de proa do PSD: Marcelo, Mendes e Sarmento. Para se perceber a aberração: as generalistas têm audiências de centenas de milhares de espectadores cada; os canais de informação por cabo têm audiências de 30 a 50 mil pessoas. Mas nos canais por cabo a situação é igualmente patética: vende-se sem cerimónia gato por lebre permitindo que chusmas de políticos travestidos de comentadores joguem o jogo sujo de fazer propaganda mascarada de informação. Beneficiando sempre quem está no poder. (Ribeiro Cardoso)

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CJ na TV

Emissão de 14 de Janeiro, de 2009

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Sede do Clube de Jornalistas, Rua das Trinas

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Não há bela sem senão
[22 de May de 2015]

Jardim? Porquê? Que mais valia?

Como já noticiámos, na RTP algo parece estar a mudar positivamente no capítulo da análise e do comentário político. As explicações de Paulo Dentinho ao jornal “Público” confirmam essa primeira impressão. Mas, sabe-se, não há bela sem senão. Por que raio continuam os responsáveis da RTP, e não só, a convidar o desprestigiado ex-ditador da Madeira, Alberto João Jardim? Será pela excelência do seu pensamento político? Ou pelos desgraçados resultados da sua grotesca governação de 40 anos? Ou, ao contrário, procura-se apenas alguém para ‘animar’ o debate proferindo as bojardas que caracterizam o ex-soba ilhéu? (Ribeiro Cardoso)
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Contas da RTP de 2014 arrasadas
[22 de May de 2015]

Inspeção-Geral de Finanças vai verificar decisões

O parecer do Conselho de Opinião (CO) da RTP relativo às contas de 2014 da empresa é arrasador. O organismo, presidido por Manuel Coelho da Silva, diz mesmo que vai “solicitar à Inspeção-Geral de Finanças e ao Tribunal de Contas a verificação do fundamento e legitimidade (…) da ‘requalificação de pessoal’ e aquisição de conteúdos plurianuais de significativos custos”, o que configura um “possível condicionamento futuro da estratégia de programação da empresa”. O CO frisa que 2014 foi “particularmente negativo” para a RTP, considerando que “protelou-se a organização da empresa, denegriu-se a sua imagem pública e hipotecou-se, porventura, o seu futuro”. São ainda apontados aspetos negativos, como a “persistência de desequilíbrio na diversidade da programação” da RTP 1. Sobre a Televisão Digital Terrestre, a crítica é clara: “A ausência de estratégia foi gritante e preocupante.” A análise às contas também é negativa: os custos de grelha subiram 15,6 milhões (para 84,1 milhões), “sem que se tenham sentido melhorias muito significativas na qualidade do serviço público prestado, numa estratégia tipicamente comercial e de concorrência”. Apesar disso, os gastos de grelha aumentaram quase o dobro das receitas comerciais (mais 8,2 milhões).

Hugo Real – “Correio da Manhã” 22 maio 2015

 

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Protesto do Sindicato dos Jornalistas
[20 de May de 2015]

O Sindicato dos Jornalistas enviou um protesto formal à presidente da Assembleia da República, ao presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e aos líderes parlamentares, por não ter sido ouvido no âmbito da discussão da revisão da lei de 1975 que regula a cobertura jornalística das eleições e das campanhas eleitorais.
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PCP explica o que está em causa na cobertura jornalística das eleições
[16 de May de 2015]

«Ao contrário do que se afirma, a actual legislação não ataca a liberdade de imprensa; o que assegura é que essa liberdade não seja pretexto para discriminação e silenciamento de uns a favor da promoção e projecção de outros» — sublinha a Comissão Política do PCP numa nota relativa à cobertura jornalística das campanhas eleitorais e à defesa do pluralismo.
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» Direito à desinformação

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Nuno Artur Silva critica «domínio eucaliptal das novelas»
[16 de May de 2015]

“É nosso objetivo substituir os seriados, que são novelas envergonhadas, por séries, na medida em que seja possível ao nível orçamental, já que é muito mais caro produzir séries.” Esta é uma das metas traçadas por Nuno Artur Silva, administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos, e que foi anunciada no 2.º Encontro de Produtores Independentes de Televisão.
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Diário “i” tem novo director
[15 de May de 2015]

Luís Rosa demitiu-se do cargo de director do jornal “i”.  A direcção do jornal foi entregue provisoriamente ao director adjunto, Luís Osório.
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Directores de informação em campanha parlamentar
[15 de May de 2015]

Dois representantes de 20 directores de informação dos media portugueses reuniram-se esta semana, no Parlamento, com deputados do PS e do PSD e CDS, sobre o novo projecto de diploma da maioria para a cobertura das eleições.
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“Cronologia da História de Macau” – uma obra a não perder
[13 de May de 2015]

Na generalidade, os cidadãos portugueses pouco conhecem Macau e muito menos a sua História. Lamentavelmente, quase o mesmo se passa com os jornalistas nacionais. Disto vos falo por um motivo concreto e simples: no próximo dia 21, quinta-feira, no Centro Científico e Cultural de Macau em Lisboa (rua da Junqueira, nº 30), vai ser lançada uma nova edição, reformulada e aumentada, da obra “Cronologia da História de Macau”, de Beatriz Basto da Silva, uma historiadora portuguesa, natural de Anadia, que desde 1970 adoptou Macau como casa sua, tendo-se dedicado, desde então, a estudar e a divulgar a história daquele território que até à entrada do século XXI viveu sob administração portuguesa. (RC)

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A sem vergonha continua na Madeira
[12 de May de 2015]

O “Jornal da Madeira” é um dossiê que continua a dar que falar: hoje, na Assembleia Legislativa Regional, o CDS e o BE pedem contas ao executivo de Miguel Albuquerque sobre o “Jornal da Madeira”, que tem uma história escabrosa para contar. Há décadas a bajular e a cumprir ordens do Governo Regional, desconhecendo deliberadamente a diferença entre propaganda e informação, o pasquim tem um passivo acumulado superior a 50 milhões de euros, gera 1 milhão de receitas, apresenta 4 milhões em despesas e, com um fictício preço de capa de 10 cêntimos, continua sendo oferecido à borla à população da ilha. (RC)

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O jornalismo e o comportamento ético do futuro
[12 de May de 2015]

Sempre é importante lembrar que ao observarmos o comportamento ético em relação às práticas jornalísticas estamos tratando de algo essencial e central para o jornalismo. A partir do alicerce ético as ações jornalísticas ganham legitimidade e conservam o que tem de mais importante: a credibilidade. A sensação permanente de mudança gerada especialmente pelos avanços tecnológicos provocam reflexões fundamentais relacionadas ao comportamento ético do futuro. Diante da velocidade extraordinária das formas de produção e disseminação do conteúdo jornalístico, particularmente nas mídias sociais, novos dilemas evidenciam um conjunto de novas preocupações e desafios ligados à ética jornalística. (Ricardo José Torres)
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