[7 de October de 2014]

«Com as mudanças no equilíbrio do poder no Oriente Médio, e o enfraquecimento do predomínio americano, começo a temer que uma fixação exclusiva nos Estados Unidos e em Israel leve os jornalistas e escritores progressistas a se mostrarem estranhamente indiferentes aos crimes cuja culpa não pode ser atribuída ao Ocidente. Entre eles a politização da identidade religiosa e étnica, que vem afetando a região muito mais profundamente que o conflito entre Israel e Palestina. Esse paradigma também os leva a subestimar, ou simplesmente desconsiderar, o fato de que as pessoas agem no Oriente Médio, e não se limitam a sofrer a ação de forças externas mais poderosas. Vem crescendo minha sensação de que boa parte da produção inspirada por Edward Said deixa de examinar a experiência vivida pelas pessoas da região; tende a relegar ao silêncio boa parte dessa experiência, como se fosse indigna de atenção ou politicamente inconveniente.» (Adam Shatz)

A leitura deste ensaio de Adam Shatz é obrigatória para quem quiser entender o que está a acontecer no Médio Oriente.

» Repórteres ou missionários (PDF)

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Emissão de 14 de Janeiro, de 2009

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Brevemente!

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A institucionalização do anonimato como fonte de notícias
[21 de October de 2014]

O sucesso do Whispers transformou o anonimato noticioso numa rotina e numa fonte de recursos, já que a avalancha de visitas é um atrativo irresistível para os anunciantes online. Trata-se de um fenômeno que radicaliza a mudança de padrões éticos e comportamentais gerada pela internet, porque o mundo das coisas privadas perde cada vez mais espaço no ambiente digital. (Carlos Castilho)
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Publicidade encapotada na RTP?
[19 de October de 2014]

Os programas, que se pretendem jornalísticos, podem ser facilmente vistos como publicidade encapotada, ou para usar o eufemismo da moda nos EUA, “publicidade nativa”: conteúdos pagos por uma empresa, mas apresentados como jornalísticos, indicando ou não o patrocínio ou pagamento pelo espaço ou tempo no órgão de informação. (Eduardo Cintra Torres)
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E se o “Expresso” mudasse o nome para “Exp” ?
[17 de October de 2014]

As reorganizações, reestruturações, reformulações e outros “ões”  que parece serem uma obsessão do mundo da imprensa não têm dado os resultados esperados. Em geral, os indicadores pioram e os poucos casos de êxito coincidem com um forte investimento nos quadros e nos conteúdos. Em França, assistimos a intervenções de natureza diferente em jornais cujas vendas estavam em queda livre e que tinham uma situação financeira periclitante. Em todos houve despedimentos. O que não se esperava é que uma publicação sólida e com uma audiência  estável como é o “Nouvel Observateur” viesse anunciar uma mudança em que o único sinal concreto é a troca do título de 50 anos “Le Nouvel Observateur” para a quase onomatopeia “L’Obs”. Os objectivos enunciados pelo director do magazine numa espécie de promo entrevista podem ser subscritos pelo director de qualquer publicação, excepto a insólita declaração de que o semanário pretende «criar realidade». A “mudança” começa no dia 23. Vamos esperar para ver. (JAG)

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“Le Monde”, a investigação e o segredo das fontes
[17 de October de 2014]

O diário “Le Monde” vai requerer um inquérito judicial por espionagem e apresentar queixa por difamação e injúrias, na sequência de um artigo do semanário de direita “Valeurs Actuels” que tenta desacreditar um trabalho de investigação do “Monde”. Segundo o diário, o artigo deixa inferir que os actos dos jornalistas foram vigiados e que eles foram, provavelmente, seguidos.
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» Nós, jornalistas, denunciamos os métodos de “Valeurs Actuels” (posição comum de jornalistas do “Monde”, “Figaro”, “Parisien”, “Nouvel Observateur”, “Point”, “Echos”, Radio France, “Mediapart”, “Rue 89″, “L’Express”, “Libération”, Europe 1, RFI, TF1 e France 2)

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Um terço da redacção quer libertar-se do “Libération”
[17 de October de 2014]

Oito dezenas de trabalhadores do “Libération”, dos quais mais de 60 jornalistas, querem deixar a empresa, que está à beira da falência, no quadro de um plano de rescisões voluntárias.
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Newshold reduz participação na Cofina para menos de 2%
[17 de October de 2014]

Dona do “Sol” e do “i” alienou em bolsa cerca de 8% do capital que tinha no grupo proprietário do “Correio da Manhã”.
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Os onze mandamentos do Estado Islâmico para o trabalho dos jornalistas
[15 de October de 2014]

O autodenominado Estado Islâmico divulgou uma lista de onze normas para os jornalistas que queiram trabalhar no território que controla. A primeira é elucidativa: «Os correspondentes devem jurar aliança ao califa (Abu Bakr) al Baghdadi, são súbditos do EI e, como tais, devem jurar lealdade a seu imã.»
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Os leitores são mentirosos: O estudo de 1928 que previu o futuro do jornalismo
[15 de October de 2014]

«Na década de 1920, os jornais estavam tão desesperados para saber o que interessava a seus leitores que chegaram a contratar detetives particulares para circular em trens e bondes a fim de registrar as páginas lidas pelo público. George Gallup, sinônimo da pesquisa política moderna, era um estudante da Universidade de Iowa que considerava tal método duvidoso, por isso, em 1928 escreveu uma tese propondo um novo método científico para medir a audiência dos jornais.» (tradução brasileira de um artigo de Derek Thompson em “The Atlantic”)
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» Readers Are Liars: The 1928 Study That Predicted the Future of News (“The Atlantic”)

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Política da desconstrução
[15 de October de 2014]

O recurso à mentira e a repetição persuasiva são a tónica das actuais campanhas eleitorais. (Maria Sylvia Carvalho Franco)
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A administração pública e a comunicação social
[15 de October de 2014]

«Com o fim do GMCS, perder-se-ia o conhecimento de vários quadros de grande conhecimento técnico e também um espólio documental precioso para a definição das políticas públicas do setor» (Alberto Arons de Carvalho)

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