[7 de Abril de 2020]

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Catarina Gomes (Imprensa), Isabel Meira (Rádio), Catarina Marques (Televisão) e Helena Bento (Jornalismo digital) são as vencedoras da 4ª edição do Prémio Jornalismo em Saúde, promovido pelo Clube de Jornalistas com o apoio da APIFARMA.

O Grande Prémio Apifarma/ Clube de Jornalistas, eleito pelo júri entre os vencedores das quatro categorias referenciadas, foi atribuído a Catarina Gomes, jornalista freelancer, que nos termos do regulamento, acumula esta distinção com o prémio de Imprensa.

Maria Pimentel Valente foi premiada com a distinção Universitário Revelação.

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CJ na TV

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Emissão de 14 de Janeiro, de 2009

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EUA: Repórteres da CNN detidos em direto nos protestos pela morte de George Floyd
[29 de Maio de 2020]

Jornalistas da televisão norte-americana cobriam uma manifestação junto a uma esquadra de polícia em Minneapolis. Protestos e motins prosseguem. Trump ameaça com “tiros”.

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O arquivo do ​”Diário de Notícias” e​m questão
[29 de Maio de 2020]

Com a dispersão, qualquer arquivo corre perigo devido, nomeadamente, à diluição de responsabilidades. Todos conhecemos arquivos de publicações desaparecidas que não sabemos onde param. (Leonel Gonçalves)

Desde há vários anos que as alterações na propriedade do DN têm conduzido a interrogações sobre o Arquivo do jornal, especialmente entre pessoas ligadas à comunicação social.

No almoço de confraternização, que os antigos empregados do DN realizam todos os anos, no dia do aniversário do jornal, o tema tem sido sempre largamente abordado, como, aliás, já tinha sido a questão do edifício da Avenida da Liberdade, que motivara até a aprovação de um documento.
E eis que surge agora um Requerimento, assinado por dois antigos Presidentes da República e figuras prestigiadas da comunicação e da cultura, solicitando a classificação urgente do Arquivo do DN. Esta designação, usual na Imprensa, compreende a Biblioteca, Hemeroteca, Filmoteca, Fototeca e um conjunto de obras de arte.

Quando fui ler a resposta de Pedro Tadeu ao Requerimento e vi o título, apanhei um susto que me deixou arrepiado. O pior é que no segundo parágrafo está lá tudo explicado: ” o Arquivo do Diário de Notícias não existe ​desde, pelo menos, 1991​” (sublinhado meu), por ter sido comprado pela Lusomundo. Fiquei com um problema de identidade: não sei como é que eu julgo que dirigi, durante cerca de 10 anos, um arquivo que não existia.

Pedro Tadeu parece desconhecer que os Arquivos do DN e do JN, embora pertencendo à mesma empresa, mantiveram a autonomia. O mesmo tinha já acontecido com o Arquivo de “A Capital”, quando este jornal pertenceu à empresa do DN.

Ao longo da década de “90, as Administrações colocaram a questão de integração dos Arquivos. Nesse sentido, participei em várias reuniões, no Porto, nas quais um Administrador estava sempre presente. A perspectiva da junção dos Arquivos do DN e do JN nunca obteve consenso. O erro de base radica no desconhecimento dos princípios e normas essenciais pelas quais se rege a organização e preservação dos arquivos. No caso presente, cito o princípio da proveniência, o qual estabelece que os arquivos originários de uma instituição devem ser conservados sem dispersão, e de acordo com a ordem primitiva, já que têm carácter único, em função do contexto em que foram produzidos, adquiridos, tratados e utilizados.
Outro equívoco é a afirmação de que a microfilmagem de todo o DN decorreu da iniciativa da Lusomundo, nos anos “90. Na verdade, foi iniciada em 1970, em resultado de uma proposta que apresentei à Administração. Trabalho realizado pelos próprios profissionais do Arquivo, com uma máquina adquirida para o efeito, beneficiando do apoio e formação da Kodak.

É claro que o Requerimento apresentado também contém incorrecções. Uma delas é a que refere documentos originais de várias figuras da cultura do século XIX que, de facto, não existem. Outra, é a alusão a um arquivo de zincogravuras. Esse acervo foi extinto, por deixar de ter utilização, devido a alterações técnicas no processo de impressão do jornal. Guardou-se uma pequena quantidade para memória futura. Algumas dessas gravuras foram oferecidas ao Museu Nacional de Imprensa, do Porto, a pedido do seu Director, Dr. Luís Humberto Marcos. Outra afirmação que necessita de esclarecimento é a de que o Arquivo teria perto de 35 000 livros. De facto, chegou a dispor desse número, a maior parte oferecidos pelas editoras, com vista a uma referência crítica. Porém, a partir de 1970, a par da adopção de um critério mais rigoroso de selecção, na entrada dos livros, iniciou-se um trabalho, que durou alguns anos, de expurgo das obras que não correspondessem aos objectivos dos serviços. Os milhares de livros abatidos foram oferecidos a colectividades de recreio e outras instituições culturais. Curiosamente, Pedro Tadeu não se refere à existência da biblioteca. Tenho, contudo, a informação que ela foi oferecida a uma instituição de Lisboa. Parece-me importante que Pedro Tadeu esclareça este assunto.

Creio que ninguém põe em causa o valor do património arquivístico à guarda da Global Media Group (GMG). Estranhamente, não refere o Arquivo da TSF que, certamente, dispõe de documentos em suporte não digital. O que as personalidades que assinaram o Requerimento desejam, no meu entendimento, é que o Arquivo do DN, aquele que se encontrava no edifício da Avenida da Liberdade, seja classificado, para garantir a preservação, evitar a dispersão, a alienação, o extravio e proporcionar a jornalistas, professores, estudantes, investigadores e demais interessados, o acesso fácil a toda a informação que ele contém. Com a dispersão, qualquer arquivo corre perigo devido, nomeadamente, à diluição de responsabilidades. Todos conhecemos arquivos de publicações desaparecidas que não sabemos onde param. Pedro Tadeu cita o depósito de “O Comércio do Porto”, um jornal centenário, no Arquivo Sophia de Mello Breyner, em Gaia, mas não refere o que aconteceu ao Arquivo. Sabe, certamente, que foi vendido para Espanha. Um crime!

Finalmente, sugiro a Pedro Tadeu que evite a tentação de pensar que o património documental da GMG é um Arquivo. Poderá ser um conjunto de arquivos distintos. Não há arquivos iguais, em rigor, nem sequer, semelhantes. Todos são únicos, por uma ou outra razão. O Arquivo do DN é único, por, entre outros motivos, possuir o maior arquivo de negativos fotográficos da Imprensa em Portugal. De parecido, só havia “O Século”. Nesse campo, o JN é uma tristeza. A alguém faltou a visão, a firmeza e a coragem de enfrentar o lobby dos fotógrafos. No DN granjeámos o privilégio de ter tido um jornalista, António da Costa Leão, que se tornou um arquivista exímio e, a partir de 1924, iniciou o arquivo sistemático dos negativos (ainda em vidro), que se manteve até à chegada do suporte digital.
Os responsáveis do Arquivo tiveram, em certos períodos, enormes dificuldades em conservar a posse dos negativos, que também vivi, perante a oposição de alguns fotojornalistas. Costumava dizer que os arquivos dos jornais são património das empresas proprietárias, mas são também património do país. Tal como a cerâmica de Barcelos, as tapeçarias de Portalegre ou obras da Vista Alegre. Nesse sentido, se o Arquivo do DN correr riscos, o Estado deve intervir.

Leonel Gonçalves – Antigo diretor do arquivo do Diário de Notícias

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Nota: A opinião de Leonel Gonçalves é, dada a sua ligação ao arquivo do DN, relevante no debate em curso e é importante ouvi-lo, até pela memória profissional (de 1970 a 2000) que preserva, corrigindo, e bem, erros meus, como o do ano do início da microfilmagem. Não consigo, porém, concordar com ele quando defende que o arquivo DN manteve autonomia desde 1991 – basta o orçamento, o financiamento e a gestão dessa estrutura terem passado a ser comuns com o JN, num orçamento global, fora do orçamento próprio do Diário de Notícias para, do ponto de vista de estrutura empresarial e administrativa, a junção dos arquivos ser factual, independentemente da autonomia funcional de cada departamento. Além disso, a partir de 2003, passou mesmo a haver uma direção unificada e essa autonomia desapareceu. Este desacordo não enfraquece, porém, o que nos une e que é muito mais importante: todo o património em causa, tenha origem no DN ou no JN, deve ser tratado com a mesma importância.

Pedro Tadeu – Diretor da Direção de Documentação e Informação do Global Media Group

(“Diário de Notícias” – 27 maio 2020)

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Impala despede mais de 50 trabalhadores e fecha revista “VIP”
[29 de Maio de 2020]

O grupo Impala, que detém as revistas ‘Nova Gente’, ‘VIP’, ‘Maria’ e ‘TV7 Dias’, vai despedir 54 trabalhadores das várias publicações, sendo que a ‘VIP’ encerrou definitivamente, apesar de a empresa manter o título – noticia o “Correio da Manha”.

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A brutal realidade do coronavírus
[29 de Maio de 2020]

O tsunami diário de números , dos contaminados aos mortos em dezenas de países, dá uma sensação de informação ao público dos media mas não permite visualizar a rapidez da propagação da doença. A equipa do Flourish, um site especializado na produção de visualizações, criou um gráfico dinâmico que mostra a evolução das mortes diárias por covid-19 em comparação com as mortes devido a outras causas.

» Ver gráfico dinâmico

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Temos um problema e uma revelação
[29 de Maio de 2020]

Em tempos de emergência, o Governo devia ver os seus poderes reforçados para poder limitar, também, o tempo dos “telejornais”. Já andamos nos 105 minutos (1 hora e 3/4). Com jeitinho, não tarda estamos nas duas horas. E se alguma das televisões comerciais decidir avançar para as 3 horas, a outra vai logo atrás. A RTP anda pelos 90´(hora e meia), chamando à meia hora de acrescento, agora criada, “especial informação”… (Waldemar Abreu)

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Fábio Fato não dá mole para notícias falsas
[29 de Maio de 2020]

Numa versão em português de Portugal o título poderia ser: Fernando Facto não cai na esparrela das notícias falsas. Mas este pequeno guia ilustrado para identificar e repudiar as notícias falsas é uma criação da plataforma brasileira Aos Fatos, em cooperação com o Poynter Institute; por isso se acata o título original. Explicado o título, vamos ao conteúdo:

» Fábio Fato não dá mole para notícias falsas (pdf)

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Austrália: Grupo de Murdoch suspende impressão de mais de 100 jornais
[29 de Maio de 2020]

O grupo de media de Rupert Murdoch, News Corp, anunciou que suspende a impressão de mais de 100 jornais regionais e locais, devido a uma queda das receitas publicitárias agravada pela pandemia.

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A imprensa livre está ameaçada a nível mundial
[28 de Maio de 2020]

Do México a Malta, ataques a jornalistas e editores provaram ser mortais para indivíduos e arrepiantes para mais amplas liberdades. E agora a Covid-19 está a ser usada como desculpa para silenciar mais vozes. (Gill Phillips)

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A pantalha e as moininhas
[28 de Maio de 2020]

Os actuais pivôs de primeira linha começaram como segundas ou mesmo terceiras linhas. Não pensem que são carreiras lineares, exclusivamente ditadas pelo mérito. Envolvem, nalguns casos, muitos outros aspectos – jogos de poder, medição de forças, fidelidades caninas, traições, facadas a eito, bastas vezes muita manha, falta de carácter e até sexo. As cadeiras da apresentação são cobiçadas de uma forma doentia e muitos pivôs vigiam-se, entre si, de uma forma apenas imaginável na selva. Jogadas acompanhadas e sempre cobertas pelas direcções de Informação. (Waldemar Abreu)

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Colômbia: «A arrogância jornalística está chegando a limites insuportáveis»
[28 de Maio de 2020]

«Nas faculdades de comunicação falta o ensino de mais princípios jornalísticos, éticos e de comportamento. Não só ensinar redacção, não só ensinar como se pergunta, não só ensinar com procurar as notícias. Há que começar a ensinar princípios. Imparcialidade, objectividade, independência, o sentido da veracidade. Há que recuperar isso nas salas de redacção e nas salas de aulas» — reflexões do jornalista e escritor colombiano Juan Gossaín.

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