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Trabalhadores da RTP devem ter “condições dignas” diz Ana Margarida de Carvalho

8 de Setembro de 2021


Os trabalhadores da RTP devem trabalhar em “condições dignas” e ter “condições de vida estabilizadas”, para assegurar um serviço público de qualidade, disse esta terça-feira Ana Margarida de Carvalho, que foi indigitada para o Conselho Geral Independente da RTP.

“Os trabalhadores da RTP devem ser valorizados, devem ser eliminadas as situações de precariedade, devem ter salários e carreiras atualizadas, não devem existir desigualdades salariais entre homens e mulheres e devem ter ao seu dispor meios dignos e funcionais”, adiantou a jornalista e escritora, em audição no Parlamento, na comissão de Cultura e Comunicação.

“Ninguém deve exercer um serviço público em condições menos dignas e sem condições de vida estabilizadas”, defendeu, acrescentando que “não é possível exigir um serviço público de qualidade quando os trabalhadores não são tratados com a mesma qualidade”.

Na mesma audição, Ana Margarida de Carvalho disse que a RTP “deve servir como garantia” de confiança e exemplo “para elevar os níveis de exigência e ética”.

Apelou ainda a uma distinção entre comentário e notícias e alertou que “a grande concorrência não são os privados, e sim o novo paradigma, as novas plataformas digitais, os novos hábitos de consumo, a qualquer hora em qualquer lugar”.

No dia 07 de julho, o governo anunciou que tinha indigitado para membro do CGI da RTP a jornalista e escritora Ana Margarida de Carvalho, substituindo o embaixador Seixas da Costa, que renunciou ao cargo em junho.

Ana Margarida Taborda Duarte Martins de Carvalho nasceu em Lisboa em 1969 e é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

A jornalista, que permaneceu quase 25 anos na revista Visão, ocupando várias categorias profissionais desde grande repórter, editora da secção sociedade, cronista e crítica de cinema, é autora de reportagens premiadas.

Enquanto escritora, o seu mais recente livro chama-se “Cartografias de lugares mal situados”, de julho deste ano.

O CGI é presidido por José Carlos Vieira de Andrade desde fevereiro de 2020. O órgão que supervisiona e fiscaliza a ação do conselho de administração da RTP é composto, além do presidente, por Helena Sousa, Arons de Carvalho, Leonor Beleza e Manuela Melo.

Com a indigitação de Ana Margarida de Carvalho, o número de mulheres no órgão sobe para quatro num total de seis.

Os deputados da comissão de Cultura e Comunicação elegeram ainda Alexandre Quintanilha, do PS, como novo presidente desta entidade, substituindo Ana Paula Vitorino, que assumiu a presidência da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. 

(Lusa / “Correio da Manhã” 7 setembro 2021)

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