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É preciso pôr o preto no banco

29 de Dezembro de 2015


Durante meses, os media desfizeram-se em advertências enviezadas ou ameaças sub-reptícias sobre as eventuais consequências de a coligação PSD-CDS ser afastada do governo. Essa alucinada campanha de um selecto grupo de directores, jornalistas e comentadores atingiu o ponto de rebuçado quando se desenhou a hipótese de um governo apoiado por toda a esquerda. A futurologia acampou nos espaços onde devia prevalecer a informação. Os danos, bem conhecidos, das políticas da direita foram omitidos, para darem lugar a desvarios  múltiplos sobre fantasiados perigos de uma governação alternativa. Black out do presente real, a par com o fogo de artíficio de um futuro inventado. Sobre as machadadas gravosas no Serviço Nacional de Saúde e sobre as más práticas bancárias, foi lançado um manto nada diáfano de silêncio que permitiu a escalada agora conhecida. Também por isso, é preciso e urgente pôr o preto no branco. Ou, justificando o título no contexto do caso, é preciso pôr o preto no banco. Deixo aqui uma selecção de ligações que poderão ajudar a compreender o mistério do Banif. (JAG)

» Porque é que se pode acabar com tudo menos com os bancos? (José Pacheco Pereira)
» Ninguém confia na banca. Confiam que o Estado pagará a fatura (Daniel Oliveira)
» Os responsáveis pela morte do 7º banco português (Nicolau Santos)
» A fuga de informação sobre o Banif deu muito jeito à direita (Estrela Serrano)
» O diabo que nos impariu (Pedro Santos Guerreiro e Isabel Vicente)

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