“Correio da Manhã” tenta dourar a pílula da quebra de vendas
A venda de jornais em banca continua em queda livre. No período de janeiro a agosto, os diários generalistas venderam menos 9% exemplares do que em idêntico período de 2012. A maior quebra neste segmento cabe ao “Público” (-16,1%), mas os resultados do “Diário Económico” (-28,7%) e do “Sol” (-24,6%) são um sinal de que “a crise” não é a única explicação para o descalabro. O “Diário de Notícias” (13.469 exemplares vendidos diariamente) caminha a passos largos para a irrelevância, mas a direcção do jornal não dá mostras de perceber os motivos da rejeição dos leitores.
O “Correio da Manhã” continua a ser o jornal mais vendido, mas registou uma diminuição de 5%. «A menor entre os diários generalistas», gaba-se o “CM”, sem razões para isso, porque é a menor em percentagem, mas a maior em volume. E o seu título para esta notícia — CM conquista 54,9% da quota de mercado — é uma tentativa de dourar a pílula, porque o jornal não conquistou nada: foram os outros jornais que perderam quota. Os 54.9% são, assim, uma espécie de vitória por falta de comparência dos adversários. (JAG)

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