Prazo de validade da notícia mudou, mas a rotina jornalística resiste
A atual geração de jornalistas ainda pensa predominantemente em termos das perguntas o que, quem, quando, onde, como e por que, incorporadas aos manuais de redação como parte da preocupação com o consumo imediato, ou seja, validade por 24 horas. Depois disso, a notícia torna-se resíduo informativo raramente reciclado. A cultura das redações sempre colocou num nível secundário a preocupação com o arquivamento do material publicado porque ele, no máximo, serviria para tirar dúvidas, produzir necrológios ou listar eventos similares.
A digitalização mudou tudo isso de forma radical e a adaptação das redações ao novo contexto da notícia está sendo muito lenta porque não se trata apenas de uma mudança técnica, mas de cultura e de rotinas. Como o jornalismo é hoje cada vez mais praticado em plataformas digitais, a notícia passa a ter um prazo de validade praticamente infinito. (Carlos Castilho)

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