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RTP: Sigla para Rádio e Televisão Privada?

24 de Agosto de 2012


Os rumores que circulam sobre os possíveis cenários de privatização da RTP  mostram que o governo está a navegar à vista — sabe onde quer chegar, mas muda de rumo em função dos ventos. Em termos não metafóricos, prepara-se para dar a quem pagar mais aquilo que quem paga está interessado em receber. Sobre o que não restam dúvidas é a determinação de desmantelar o serviço público de rádio e de televisão, com estafados pseudo-argumentos que farão abrir a boca de incredulidade a qualquer cidadão culto da Europa.
De todos os cenários descritos, há um que se destaca pelo grau de ignorância que revela: o de que é possível concessionar a uma empresa privada um serviço público de rádio e televisão. A RTP é uma sanduiche mista e veja-se o resultado que deu. É certo que o conceito exacto de serviço público audiovisual passa ao lado da generalidade de políticos e profissionais. Como sempre acontece, há quem só vá perceber quando deixar de existir serviço público. No meio disto tudo, há duas coisas que continuo sem entender. Como é que se aceita que um serviço público de rádio e de televisão, definido constitucionalmente, seja terraplenado desta maneira por dois partidos em que votaram menos de três milhões de cidadãos? Porque é que os trabalhadores do serviço público, em especial da área da informação, continuam a manter um ruidoso silêncio? (JAG)

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3 Comentários »

  • FERNANDO ALVARO FONTOURA DA CUNHA said:

    Penso haver precipitação nestes comentários.
    O que eu ouvi ,foi um senhor de nome António Borges fazer comentários completamente descabido e ao nivel do “QUIM BARREIROS ” quando este disse que os portugueses pensavam que todos podiam ser proprietários de casas.
    De facto esse senhor (estou a falar neste momento de António Borges e não do Quim Barreiros)é ao que parece consultor do governo para as privatizações e não mais do que isso. No que respeita ás actividades domésticas ( no que ao exterior diz respeito parece que faz uns bisquates no FMI, ou já fez)esses pareceres devem ser dados ao governo que por sua vez prestará contas aos portugueses.
    Assim sendo tudo não passa de umas bocas,mandadas para não estar calado e justificar o que recebe o que face á amostra é seguramente demais .
    Quem tem que definir estas coisa é nem mais nem menos que o P.M. e o nosso bem amado Relvas

  • Pedro Marques said:

    Apenas um reparo: o ‘silêncio’ dos trabalhadores só pode ser uma distração da sua parte jag. Há inúmeros comunicados, reuniões na ar e posições públicas,quer da comissão de trabalhadores, quer do sindicatos sobre o assunto. Se têm ou não merecido o destaque justo nos vários espaços informativos (das privadas!) isso é outra história….

  • João Alferes Gonçalves (author) said:

    Agradeço-lhe o reparo, embora seja ,ele sim, fruto de uma distracção.
    Eu não me refiro a posições de órgãos colectivos, como são os sindicatos e a comissão de trabalhadores. Eu mencionei expressamente “os trabalhadores do serviço público, em especial da área da informação”.
    As posições dos sindicatos e da CT da RTP têm sido suficientemente registadas neste site para que se possa falar de distracção.
    Admito, no entanto, que tenham sido publicadas posições individuais de trabalhadores do serviço público em defesa do serviço público e que eu não as conheça. Possivelmente, até, de chefes e directores.
    Se for esse o caso, agradeço-lhe que me ajude a corrigir o lapso, enviando-me as referências dessas tomadas de posição para que possamos dar-lhe o merecido relevo neste site.
    Se não for esse o caso, isso é que é a história…

    JAG

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