«Comentadores de cueiros» e outras desgraças do jornalismo
O jornalismo tem de fazer as perguntas que ninguém faz e obter as respostas a que o público tem direito. Chegaram à profissão carregamentos de jovens sem preparação, mão de obra barata que exerce a profissão com a leviandade e a ignorância dos maus alunos. Existem colunistas e comentadores de cueiros, ligados a partidos e presumindo de independentes, existem estagiários a cobrir acontecimentos históricos, existem editores que não editam, existem prioridades invertidas. Existem trepadores sociais e velhos do Restelo. Quando Portugal é falado em todo o mundo por causa da incapacidade de resolver o problema do financiamento externo, analisando friamente o problema (o que em Portugal nunca se faz, apesar de tanto comentador) os jornais e televisões dedicam espaço e atenção ao “modelo” Renato Seabra e ao assassínio de Carlos Castro, subitamente promovido a “jornalista” — Clara Ferreira Alves não tem papas na língua.

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