A relação entre esfera pública, informação e o direito
«Nesse momento Habermas faz uma proposta ousada, e que pode soar contraintuitiva aos incautos: se o Estado provê energia elétrica, dado que é uma necessidade básica de sobrevivência na sociedade, por que ele não deveria garantir também a energia comunicativa que é gerada com um meio ambiente informacional independente de anunciantes ou flutuações do mercado? Enfim, é possível ter apoio público e manter a independência? Os modelos de comunicação pública e de fundos autossuficientes estão aí para provar que sim, como o caso da BBC e do Scott Trust, do Guardian Group, ainda que sofram pressões com o avanço tecnológico e a descentralização das fontes de produção e circulação de informação. No caso, além de discutir a fonte de renda em taxa obrigatória ou assinatura facultativa como base de recursos, a constituição do corpo dirigente do meio teria de ser formado por representações equitativas e respeitadas da área, com proteções contra a ingerência política ou de outra ordem em suas gestões.» (Vitor Blota)

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