Jornalismo investigativo só vale com independência
«Nenhum jornal ou jornalista, dito investigativo ou apenas curioso, preguiçoso ou inconformado, com ou sem “aquilo” roxo, golpista ou antigolpista teve a coragem moral para arguir os responsáveis por um vazamento claramente seletivo, manipulado e, sobretudo, indevido. Este é um dado fundamental para avaliar as mazelas da mídia do século XXI que se alimenta exclusivamente com o que considera fato e factual, sem qualquer apego pelos métodos empregados para obtê-los.
«A delação premiada é um recurso processual legítimo desde que respeitada a contrapartida — o rigoroso sigilo dos depoimentos pelas autoridades até a conclusão do devido processo. Publicar a delação — no todo ou em parte — antes do encerramento do caso é uma violação capaz de comprometer as investigações complementares, colocar vidas em risco, confundir a opinião pública e embaralhar o próprio juízo dos magistrados.» (Alberto Dines)

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