Os jornais quebra-cabeças
A crise da indústria jornalística tem tido uma resposta simplista por parte dos proprietários dos media: a redução das redacções e das verbas para as reportagens e o jornalismo investigativo. Medidas que reduzem a qualidade e diversidade da informação e, por isso, vão erodindo a audiência. Nas últimas semanas, assistiu-se, no entanto, a um fenómeno pouco habitual. Em cinco jornais de referência e num curto período, rolaram as cabeças das respectivas chefias, entre director, chefes de redacção e editores — “El País”, “El Mundo”, “Libération”, “Le Monde” e “The New York Times”. Com uma particularidade interessante: Na generalidade dos casos, a transição para o digital está associada a esta numerosa quebra de cabeças. (JAG)
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