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Atribuídos os Prémios GAZETA 2016

26 de September de 2017


Enric Vives-Rubio (Fotografia), Teresa Abecasis e João Carlos Malta (Multimédia), Isabel Meira (Rádio), Luciana Leiderfarb (Imprensa), Margarida Metello (Televisão) foram os vencedores dos Prémios Gazeta 2016, uma iniciativa anual promovida pelo Clube de Jornalistas, com o patrocínio do Santander Totta.
O júri distinguiu o semanário “Barcelos Popular” com o Prémio Gazeta Imprensa Regional e atribuiu o Troféu Gazeta de Mérito a José Quitério, crítico gastronómico do “Expresso” durante quase quatro décadas.

 

Reunido no Clube de Jornalistas, o Júri dos Prémios Gazeta, os mais prestigiados galardões de jornalismo em Portugal, uma iniciativa, anual, promovida pelo CJ, com o patrocínio do Santander Totta, analisou os trabalhos concorrentes, relativos a 2016, com o seguinte resultado:

 Prémio Gazeta de Fotografia atribuído a Enric Vives-Rubio, do jornal Público. A foto de capa, da edição de 4 de Agosto de 2016, “Mulher a caminhar no meio do parque de estacionamento do Festival de Danças Populares Andanças”, é um excelente documento jornalístico pelo poderoso significado da mulher a caminhar entre carros ardidos, no referido parque do concelho de Castelo de Vide, onde um incêndio afectara, horas antes, mais de 400 viaturas.

Prémio Gazeta Multimédia atribuído a Teresa Abecasis e João Carlos Malta pelo trabalho “Cemitério dos Vivos”, publicado em 21 de Junho de 2016 no site da Rádio Renascença. Os ciganos do bairro da Pedreira, em Beja, são os protagonistas da reportagem que assinalava – de forma bem enquadrada e com diversidade de recursos – a permanência das condições de vida sub-humanas da comunidade apesar da demolição do muro que a separava do restante tecido urbano.

Isabel Meira foi a vencedora do Gazeta de Rádio pelo trabalho “Na hora de pôr a mesa”, da TSF, onde aborda o projecto social de voluntariado “A poesia não tem grades”, desenvolvido em meio prisional. Com sonoplastia de Herlander Rui, o trabalho da repórter, actualmente na Antena2, revela, com sensibilidade, histórias de que está preso e de quem já esteve e encontrou na poesia uma forma de libertação.

O Prémio Gazeta de Imprensa coube a Luciana Leiderfarb pelo trabalho “O Nome do Pai” – publicado a 13 de Agosto de 2016 na revista E do semanário Expresso – sobre a herança familiar de descendentes de altos dignatário do regime nazi, dando a voz a quem não apagou apelidos e lidou com tal fardo. Alguns cederam fotos inéditas, permitindo, nomeadamente, a publicação da imagem de filhos de Rudolf Hoss, comandante de Auschwitz, junto à piscina do seu jardim, no próprio campo de concentração, sendo visíveis, ao fundo, as chaminés dos fornos crematórios.

Margarida Metello é a vencedora do Gazeta de Televisão pela série documental de dois episódios “Reforma Agrária”, emitida pela RTP2 nos dias 27 de outubro e 3 de Novembro de 2016. Num registo equilibrado, sem ceder a maniqueísmos ou a ideias feitas, a reportagem trata um tema sensível, que marcou o agitado período pós-revolucionário de 1974/75 e ainda hoje causa divisões. Um documento indispensável ao conhecimento daquele momento histórico.

O Prémio Gazeta Imprensa Regional foi atribuído ao semanário “Barcelos Popular”, fundado em 1976 e que se tem afirmado como projecto inovador e plural de informação essencialmente local nas mais diversas vertentes. Propriedade da Milho-Rei – Cooperativa Popular de Informação e Cultura de Barcelos, que envolve meia centena de cooperadores. O semanário, conhecido por “verdinho”, apresenta vendas acima dos sete mil exemplares e uma audiência estimada de 40 mil leitores.

O Troféu Gazeta de Mérito foi atribuído a José Quitério, crítico gastronómico do Expresso durante quase quatro décadas. A qualidade da escrita das crónicas assinadas pelo jornalista constituiu a razão principal da escolha do júri. Nascido em Tomar em 10 de abril de 1942, Quitério chegou a frequentar a Faculdade de Direito de Coimbra, mas o curso não o entusiasmou. Em Lisboa desde 1972, a sua ligação à Comunicação Social teve início no arquivo de O Século, onde trabalhou até ao encerramento do jornal. Ainda passou pela extinta revista Tilt, antes de fundar a secção de gastronomia do semanário, em 1976. Muitos anos antes de se tornar corrente a designação de chef – “já ninguém quer ser cozinheiro, agora só há chefs”, constatou no ano passado, em entrevista à Visão – já José Quitério percorria restaurantes, para se render a paladares ou castigar duramente pratos intragáveis. Sempre sob anonimato, condição de independência e de isenção. A sua fotografia não saia no Expresso, recusava convites, não marcava mesa nos restaurantes, jamais aceitou ofertas. Graças a esta conduta e à invulgar dimensão histórico-cultural das suas crónicas tornou-se uma referência na área.

 

O Júri dos Prémios Gazeta 2016 teve a seguinte composição: Eugénio Alves (CJ), Cesário Borga (CJ), Eva Henningsen (Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal), Fernanda Bizarro (Freelancer), Fernando Correia (jornalista e professor universitário), Elizabete Caramelo (professora universitária), Fernando Cascais (professor universitário e formador do CENJOR), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão), José Rebelo (professor jubilado do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa) e Paulo Martins (jornalista e professor universitário).

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