«Raras foram as situações, no Estado Novo, em que os nomes dos censores foram dados a conhecer publicamente, com a eventual excepção do director em exercício. Dentro da classe jornalística a comunicação entre a censura e os jornais obedecia a regras estritas: só as chefias de redacção e, mais raramente, o director dialogavam com a censura, quase sempre pelo telefone, como reconhece Francisco Balsemão para quem os censores, “quase todos militares na reforma, eram entidades misteriosas mas desinteressantes”, conhecendo “os nomes de apenas alguns deles”»
(Excerto do estudo de Joaquim Gomes Cardoso sobre os censores do Estado Novo, publicado no número 57 da revista “Jornalismo&Jornalistas”. Uma oportunidade para conhecer melhor a estrutura do aparelho de censura, os seus quadros, critérios e arbitrariedades)
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