{"id":22972,"date":"2022-03-07T04:23:49","date_gmt":"2022-03-07T04:23:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=22972"},"modified":"2022-03-07T18:37:54","modified_gmt":"2022-03-07T18:37:54","slug":"o-fenomeno-dos-explicadores-da-guerra-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=22972","title":{"rendered":"O fen\u00f3meno dos &#8220;explicadores&#8221; da guerra na Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00abA guerra na Ucr\u00e2nia acelerou a agonia do modelo tradicional do notici\u00e1rio jornal\u00edstico praticado por grandes jornais e telejornais, especialmente no Brasil. O fen\u00f3meno \u00e9 vis\u00edvel atrav\u00e9s do aumento exponencial da audi\u00eancia das\u00a0<em>lives\u00a0<\/em>dos chamados \u201cexplicadores\u201d de not\u00edcias\u00bb \u2014 afirma o jornalista brasileiro e professor de jornalismo Carlos Castilho, num artigo publicado no Observat\u00f3rio da Imprensa.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>\u00abA avalanche de not\u00edcias gerada pela internet\u00bb \u2013 explica Castilho \u2013 \u00absuperou a capacidade dos grandes jornais e telejornais de processar todo o material recebido e oferecer a seus respectivos p\u00fablicos uma vis\u00e3o global balanceada, diversificada e minimamente objetiva do que est\u00e1 acontecendo na Ucr\u00e2nia. Al\u00e9m disso, a maioria da grande imprensa brasileira partiu para o engajamento no lado anti-russo, ignorando que o conflito \u00e9 bem mais complexo do que um confronto centralizado na figura do presidente russo Vladimir Putin.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>Para o jornalista, \u00ab\u00e9 cada vez maior o n\u00famero de pessoas que se sentem confusas com as not\u00edcias sobre o que est\u00e1 acontecendo no leste europeu e procuram \u201cexplicadores\u201d em busca de ajuda para contextualizar os fatos e entender a crise deflagrada pela rea\u00e7\u00e3o russa \u00e0 decis\u00e3o da Ucr\u00e2nia de entrar para a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN), o pacto militar entre 30 pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica do Norte, criado h\u00e1 73 anos para se opor \u00e0 ent\u00e3o Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, hoje R\u00fassia\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Castilho observa que \u00abuma caracter\u00edstica marcante dos \u201cexplicadores\u201d, que de alguma forma podem tamb\u00e9m ser classificados como influenciadores, \u00e9 o fato da maioria n\u00e3o ser jornalistas. S\u00e3o advogados, engenheiros, economistas, historiadores, cientistas pol\u00edticos e at\u00e9 comediantes, que disponibilizam o seu conhecimento, experi\u00eancia e comunicabilidade para criar grupos de pessoas. \u00c9 mais um sintoma de como o jornalismo perdeu a exclusividade no manejo da not\u00edcia. Al\u00e9m disso, hoje, mais importante do que saber das coisas, \u00e9 entend\u00ea-las e incorpor\u00e1-las ao quotidiano individual\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA guerra na Ucr\u00e2nia acelerou a agonia do modelo tradicional do notici\u00e1rio jornal\u00edstico praticado por grandes jornais e telejornais, especialmente no Brasil. 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