{"id":21574,"date":"2021-06-23T03:07:27","date_gmt":"2021-06-23T02:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21574"},"modified":"2021-06-23T03:15:36","modified_gmt":"2021-06-23T02:15:36","slug":"confianca-em-noticias-em-portugal-sobe-face-a-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21574","title":{"rendered":"Confian\u00e7a em not\u00edcias em Portugal sobe face a 2020"},"content":{"rendered":"\n<p>A confian\u00e7a em not\u00edcias em Portugal subiu cinco pontos percentuais face a 2020 para 61%, acima da m\u00e9dia no total de 46 pa\u00edses analisados, de acordo com o Reuters Digital News Report 2021 (Reuters DNR 2021), divulgado na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>&#8220;Entre as poss\u00edveis justifica\u00e7\u00f5es para este aumento, h\u00e1 a destacar o papel preponderante da comunica\u00e7\u00e3o social na ajuda \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o da vida em pandemia&#8221;, refere o d\u00e9cimo relat\u00f3rio anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) e o s\u00e9timo relat\u00f3rio a contar com informa\u00e7\u00e3o sobre Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No conjunto dos 46 pa\u00edses em estudo, o valor m\u00e9dio deste indicador \u00e9 de 44%, pelo que Portugal continua a apresentar valores francamente acima da m\u00e9dia quando comparado com outros pa\u00edses, situa\u00e7\u00e3o que se vem verificando ao longo dos anos e que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi revertida pela crise pand\u00e9mica como, pelo contr\u00e1rio, se intensificou, depois de v\u00e1rios anos em que a confian\u00e7a em not\u00edcias registou valores mais baixos&#8221;, l\u00ea-se no documento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Finl\u00e2ndia &#8220;continua a ser o pa\u00eds com os n\u00edveis mais altos de confian\u00e7a geral (65%)&#8221; e os &#8220;Estados Unidos t\u00eam os n\u00edveis mais baixos (29%), refletindo uma elei\u00e7\u00e3o decisiva e as consequ\u00eancias do assassinato de George Floyd&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente a Portugal, &#8220;os dados mostram que aqueles portugueses que, em termos pessoais, foram mais afetados pela covid-19 tamb\u00e9m revelam maiores \u00edndices de confian\u00e7a em conte\u00fados noticiosos&#8221; e est\u00e3o tamb\u00e9m &#8220;mais preocupados com a legitimidade de conte\u00fados &#8216;online'&#8221;, l\u00ea-se no comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sete em cada 10 portugueses afirmam-se preocupados com este tipo de conte\u00fados e com os seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os portugueses afirmam que a covid-19 \u00e9 o tema sobre o qual mais encontraram conte\u00fados desinformativos&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, entre os aspetos que os portugueses consideram ser cobertos &#8220;de forma mais insuficiente pelos medidas&#8221; est\u00e3o a sua geografia\/zona de resid\u00eancia e a classe social\/econ\u00f3mica a que pertencem. Ou seja, &#8220;um ter\u00e7o dos inquiridos acham que a sua geografia \u00e9 insuficientemente coberta pelos media e um quarto dizem o mesmo sobre a sua classe social\/econ\u00f3mica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as quest\u00f5es de g\u00e9nero e etnia consideram ser tratadas &#8220;de forma suficiente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de metade (53,1%) dos portugueses que utilizam a Internet considera que os media devem cobrir uma grande diversidade de pontos de vista, mais de dois ter\u00e7os (69,3%) que &#8220;devem manter a sua imparcialidade em todas as situa\u00e7\u00f5es e 81,3% que devem dar &#8220;igual tempo de exposi\u00e7\u00e3o&#8221; a todos os lados numa discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quase cinco em cada 10 portugueses, que usam a Internet, dizem-se algo ou bastante preocupados com a situa\u00e7\u00e3o financeira das marcas de not\u00edcias, sendo que 43,7% t\u00eam consci\u00eancia de que essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje mais fr\u00e1gil do que h\u00e1 10 anos&#8221;, refere o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos globais, 41,2% dos inquiridos consideram que o Estado deve intervir no sentido de apoiar as marcas de not\u00edcias &#8220;em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade&#8221; e mais de um ter\u00e7o (34,7%) t\u00eam opini\u00e3o contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No que respeita \u00e0s quest\u00f5es relativas \u00e0 imprensa local e regional, estas &#8220;revelam uma estrutura de consumos muito rica e muito relevante em pandemia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o confinamento, &#8220;muitos portugueses encontraram na sua geografia pr\u00f3xima novas din\u00e2micas quotidianas, para as quais a informa\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia sobre a realidade local s\u00e3o fundamentais&#8221;, ao que se acrescenta o facto de &#8220;serem da opini\u00e3o de que a dimens\u00e3o local e regional est\u00e1 mal representada nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, em geral&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente ao pagamento de not\u00edcias &#8216;online&#8217;, entre 2020 e 2021, &#8220;a propor\u00e7\u00e3o de portugueses utilizadores de Internet que pagou por not\u00edcias em formato digital no ano anterior subiu 6,8 pontos percentuais, para os 16,9%&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, dados fornecidos pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circula\u00e7\u00e3o (APCT) &#8220;tendem a confirmar este crescimento&#8221;, \u00e9 referido no comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No entanto, dados qualitativos do inqu\u00e9rito indicam que alguns consumidores associam o &#8216;pagamento por not\u00edcias em formato digital&#8217;, por exemplo, com a oferta de subscri\u00e7\u00f5es de jornais apoiada por diferentes entidades no quadro da pandemia, bem como associar os servi\u00e7os de conte\u00fados informativos televisivos pagos a este tipo de pagamentos&#8221;, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de &#8220;ambas as fontes indicarem tend\u00eancias coincidentes, estes dados devem ser lidos com cautela e carecem de confirma\u00e7\u00e3o em 2022, em termos de evolu\u00e7\u00e3o geral e grandeza&#8221;, \u00e9 referido.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro em cada 10 inquiridos que usam a Internet e n\u00e3o pagam por not\u00edcias &#8216;online&#8217; dizem ser &#8220;improv\u00e1vel vir a alterar essa posi\u00e7\u00e3o e faz\u00ea-lo no futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A televis\u00e3o e a Internet, incluindo as redes sociais, continuam a ser as principais fontes de acesso a not\u00edcias pelos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de tr\u00eas quartos dos inquiridos afirmam ter usados estas fontes na semana anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A televis\u00e3o \u00e9 a principal fonte de not\u00edcias para 57,7%, a Internet (excluindo redes sociais) para 17,4% e as redes sociais, isoladamente, para 13,4%&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a imprensa &#8220;\u00e9 a principal fonte de not\u00edcias para 7,3% e a r\u00e1dio para 4,2%&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de acesso a noticias &#8216;online&#8217;, oito em cada 10 pessoas diz &#8220;realizar os acessos \u00e0quelas de forma indireta, atrav\u00e9s de motores de busca, de redes sociais, &#8216;email&#8217;, notifica\u00e7\u00f5es m\u00f3veis, agregadores ou outros, dado que consolida a import\u00e2ncia e poder simb\u00f3lico de terceiros no acesso a not\u00edcias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No que respeita ao &#8216;podcasting&#8217;, &#8220;ao contr\u00e1rio de uma tend\u00eancia internacional que mostra um abrandamento no crescimento do consumo de &#8216;podcasts&#8217;, em 2021, 41,5% dos portugueses que utilizam a Internet dizem ter escutado algum &#8216;podcast&#8217; no m\u00eas anterior, mais 3,1 pontos percentuais do que em 2020 e 7,2 pontos percentuais do que em 2019&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Este formato &#8220;afirma-se cada vez mais no ecossistema medi\u00e1tico portugu\u00eas, e no informativo, em particular&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto parceiro estrat\u00e9gico, o OberCom &#8212; Observat\u00f3rio da Comunica\u00e7\u00e3o colaborou com o RISJ na conce\u00e7\u00e3o do question\u00e1rio para Portugal, bem como na an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o final dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu\u00e9rito realizado foi realizado em em 46 pa\u00edses: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Su\u00e9cia, Finl\u00e2ndia, Dinamarca, B\u00e9lgica, Holanda, Su\u00ed\u00e7a, \u00c1ustria, Hungria, Eslov\u00e1quia, Rep\u00fablica Checa, Pol\u00f3nia, Cro\u00e1cia, Rom\u00e9nia, Bulg\u00e1ria, Gr\u00e9cia, Turquia, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Hong Kong, Mal\u00e1sia, Filipinas, Taiwan, Singapura, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, Brasil, Argentina, Chile, M\u00e9xico, Qu\u00e9nia e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>O tamanho total da amostra foi de 92.155 adultos com cerca de 2.000 por mercado (1.501 em Hong Kong) e o trabalho de campo foi realizado no final de janeiro\/in\u00edcio de fevereiro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tr\u00eas quartos dos portugueses que usam Internet preocupados com desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Cerca de tr\u00eas quartos dos portugueses que utilizam a Internet afirmam-se preocupados com o que \u00e9 real e falso &#8216;online&#8217;, de acordo com o Reuters Digital News Report 2021 (Reuters DNR 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A desinforma\u00e7\u00e3o relacionada com a covid-19 domina o espectro dos conte\u00fados ileg\u00edtimos com que os inquiridos mais se depararam na semana anterior, seguida pelos conte\u00fados relacionados com pol\u00edtica&#8221;, refere o d\u00e9cimo relat\u00f3rio anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) e o s\u00e9timo relat\u00f3rio a contar com informa\u00e7\u00e3o sobre Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se ainda que &#8220;os portugueses que menos confiam em not\u00edcias dizem deparar-se mais com conte\u00fados desinformativos relacionados com imigra\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as fontes que mais preocupam os inquiridos do estudo, &#8220;em termos de emiss\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o relacionada com a covid-19 e com a pandemia, destacam-se o Governo, pol\u00edticos ou partidos pol\u00edticos nacionais (30%), seguidos pelos ativistas individuais ou movimentos ativistas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 16% afirmam-se &#8220;preocupados com a informa\u00e7\u00e3o veiculada por outros cidad\u00e3os comuns, chegando aos 12,5% os que afirmam estar preocupados com a desinforma\u00e7\u00e3o oriunda de jornalistas ou marcas de not\u00edcias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No digital, a rede social Facebook &#8220;\u00e9 a fonte que mais preocupa os portugueses &#8212; 37,9%&#8221;, enquanto os &#8216;sites&#8217; ou &#8216;apps&#8217; (aplica\u00e7\u00f5es) de not\u00edcias preocupam 16,8% dos inquiridos e as &#8216;apps&#8217; de mensagens, como o WhatsApp ou o Facebook Messenger, s\u00e3o fonte de preocupa\u00e7\u00e3o para apenas 13,6% dos portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;De forma agregada, observa-se que cerca de metade dos portugueses est\u00e3o preocupados com desinforma\u00e7\u00e3o relacionada com a pandemia nas redes sociais, sendo que aproximadamente seis em cada 10 preocupam-se com conte\u00fados parcial ou totalmente falsos com origem em redes sociais e &#8216;apps&#8217; de mensagens&#8221;, adianta.<\/p>\n\n\n\n<p><em>(Lusa \/ &#8220;Correio da Manh\u00e3&#8221; 22 junho 2021)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confian\u00e7a em not\u00edcias em Portugal subiu cinco pontos percentuais face a 2020 para 61%, acima da m\u00e9dia no total de 46 pa\u00edses analisados, de acordo com o Reuters Digital News Report 2021 (Reuters DNR 2021), divulgado na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-21574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21574\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}