{"id":21451,"date":"2021-06-07T00:45:23","date_gmt":"2021-06-06T23:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21451"},"modified":"2021-06-07T00:48:09","modified_gmt":"2021-06-06T23:48:09","slug":"morreu-carlos-lopes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21451","title":{"rendered":"Morreu Carlos Lopes"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/imagens.publico.pt\/imagens.aspx\/1592265?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;type=JPG \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/policiasponteclopes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21452\" width=\"200\" height=\"132\"\/><\/a><figcaption>Pol\u00edcia de choque na Ponte 25 de Abril (Carlos Lopes)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O fotojornalista Carlos Lopes morreu esta madrugada em Lisboa, aos 71 anos. Fez parte da equipa fundadora do &#8220;P\u00fablico&#8221; em 1990, onde trabalhou at\u00e9 ter decidido reformar-se.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Natural de Lisboa, era um profundo conhecedor da cidade, da sua hist\u00f3ria e geografia. Em 1969 saiu de Portugal clandestinamente para n\u00e3o ter que fazer a guerra colonial. Com o jornalista Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cerejo (os dois na \u00e9poca com 19 anos) atravessaram a fronteira de Vilar Formoso \u201ca salto\u201d \u2013 como ent\u00e3o se dizia \u2013 e, a seguir, tamb\u00e9m clandestinamente, a de Hendaya (misturando-se com os trabalhadores que faziam o percurso Irun-Hendaya) e finalmente chegaram, \u00e0 boleia, a Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Lopes fica em Paris at\u00e9 Abril de 1974, onde trabalha na Renault e milita em grupos antifascistas e contra a guerra colonial. Cerejo ainda regressa a Portugal, \u00e9 incorporado no ex\u00e9rcito e pouco depois deserta, indo viver para a B\u00e9lgica.<\/p>\n\n\n\n<p>A paix\u00e3o pela fotografia de Carlos Lopes j\u00e1 vinha de jovem \u2013 fotografa toda essa viagem \u201ca salto\u201d at\u00e9 Paris, ao lado de Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cerejo. Quando volta a Portugal vai trabalhar para o <em>Jornal Novo<\/em>, fundado em 1975, e que foi dirigido por Artur Portela Filho e posteriormente por Daniel Proen\u00e7a de Carvalho e tamb\u00e9m por Helena Roseta. Trabalha tamb\u00e9m na revista <em>S\u00e1bado<\/em> (n\u00e3o na actual, mas uma revista lan\u00e7ada nos anos 80 com o mesmo nome, cujo primeiro director foi Miguel Sousa Tavares).<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Lopes \u00e9 autor de m\u00faltiplas reportagens fotogr\u00e1ficas, como a de 1989 <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2005\/06\/04\/jornal\/a-informacao-no-publico-atraves-da-fotografia-23987\" target=\"_blank\">em Berlim, ap\u00f3s a queda do muro<\/a>. Em 1994, foi tamb\u00e9m o rep\u00f3rter que cobriu os protestos na ponte 25 de Abril por causa do aumento das portagens \u2013 o famoso \u201cbloqueio da ponte\u201d que acabaria por ser um dos factores a conduzir ao fim do cavaquismo. Carlos Lopes sofria h\u00e1 tr\u00eas anos de uma doen\u00e7a rara.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpo ser\u00e1 cremado na segunda-feira, \u00e0s 17 horas, no cemit\u00e9rio dos Olivais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8220;P\u00fablico&#8221; &#8211; 6 junho 2021)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fotojornalista Carlos Lopes morreu esta madrugada em Lisboa, aos 71 anos. 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