{"id":21357,"date":"2021-05-27T03:30:00","date_gmt":"2021-05-27T02:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21357"},"modified":"2021-05-27T02:06:44","modified_gmt":"2021-05-27T01:06:44","slug":"le-monde-diplomatique-portugal-evoca-carlos-santos-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=21357","title":{"rendered":"&#8220;Le Monde diplomatique&#8221; (Portugal) evoca Carlos Santos Pereira"},"content":{"rendered":"\n<p>A edi\u00e7\u00e3o portuguesa de &#8220;Le Monde diplomatique&#8221; disponibilizou em acesso livre oito artigos de Carlos Santos Pereira, numa homenagem ao jornalista que n\u00e3o s\u00f3 foi colaborador da publica\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m membro do Conselho editorial e um dos fundadores da cooperativa que o edita. Leia, a seguir, o texto evocativo.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Com a morte de Carlos Santos Pereira, o jornalismo portugu\u00eas perde um dos seus melhores profissionais. Um grande rep\u00f3rter e analista dos conflitos geopol\u00edticos, das guerras e das suas consequ\u00eancias sobre os povos. Ex\u00edmio e destemido conhecedor, no terreno, das realidades do Leste europeu e dos Balc\u00e3s, foi um grande revelador do papel desempenhado pelas institui\u00e7\u00f5es internacionais nos conflitos. Ao faz\u00ea-lo, deu a conhecer aos seus leitores, aos que os ouviam em debates e col\u00f3quios, an\u00e1lises que desmontavam manipula\u00e7\u00f5es, enviesamentos e mentiras que circulavam em muitos meios oficiais e de comunica\u00e7\u00e3o social. E convocou a todos para uma reflex\u00e3o, h\u00e1 muito urgente, sobre como essas narrativas dominantes s\u00e3o em grande parte influenciadas por interesses no terreno, das for\u00e7as militares e de seguran\u00e7a \u00e0s pot\u00eancias envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Santos Pereira tornou-se colaborador do&nbsp;<em>Le Monde diplomatique \u2013 edi\u00e7\u00e3o portuguesa&nbsp;<\/em>logo em 2000. Ao longo de muitos anos, foi membro do Conselho Editorial do nosso jornal e membro da direc\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do<em>&nbsp;Le Monde diplomatique \u2013 edi\u00e7\u00e3o portuguesa<\/em>. Quando o jornal passou a ser editado pela cooperativa cultural Outro Modo, em 2006, foi um dos seus membros fundadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Participou em in\u00fameros debates, confer\u00eancias e col\u00f3quios organizados pelo jornal. Escreveu artigos fundamentais, em v\u00e1rios registos. Convidamos os nossos leitores a revisitar a selec\u00e7\u00e3o que hoje disponibilizamos. A pertin\u00eancia e validade das suas an\u00e1lises mant\u00eam-se, por vezes refor\u00e7am-se at\u00e9, \u00e0 luz de revela\u00e7\u00f5es recentes. Nesta selec\u00e7\u00e3o encontrar\u00e3o alguns dos temas em que se especializou, mas tamb\u00e9m alguns dos seus registos eventualmente menos lembrados, como as an\u00e1lises sobre a Guerra Civil de Espanha ou o engenho com que fez cr\u00edtica de livros e analisou cinema documental, como quando os Balc\u00e3s foram tema em foco numa edi\u00e7\u00e3o do festival DocLisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Santos Pereira foi autor de tr\u00eas livros fundamentais para quem pretende conhecer uma voz informada, corajosa e cr\u00edtica do jornalismo internacional:&nbsp;&#8220;Da Jugosl\u00e1via \u00e0 Jugosl\u00e1via&#8221;, &#8220;Os Novos Muros da Europa&#8221;, &#8220;Guerras da Informa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 fam\u00edlia e aos amigos apresentamos as nossas sentidas condol\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Carlos Santos Pereira, a nossa homenagem e a nossa gratid\u00e3o pelo privil\u00e9gio de com ele termos podido conviver, trabalhar e aprender. Como jornalista e como amigo, jamais ser\u00e1 esquecido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do nosso arquivo, em acesso livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>&#8211; Outubro 2000:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1408\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abMontenegro no fio da navalha\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Novembro 2000:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1409\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abAs oportunidades (ou os desafios) do p\u00f3s-Milosevic\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fevereiro 2001:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1410\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abNATO imune ao ur\u00e2nio empobrecido\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Setembro 2001:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1411\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abSrebrenica: a trag\u00e9dia e a farsa\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fevereiro 2002:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1412\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abDo bom uso do terror\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Dezembro 2006:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1413\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abAs feridas abertas da Guerra Civil de Espanha\u00bb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;Abril 2009:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article539\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>A Grande Guerra pela Civiliza\u00e7\u00e3o \u2013 A Conquista do M\u00e9dio Orient<\/em>e<\/a>&nbsp;(recens\u00e3o cr\u00edtica ao livro de Robert Fisk)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Outubro 2009:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.mondediplo.com\/spip.php?article1414\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00abDocumentar o drama balc\u00e2nico\u00bb<\/a>&nbsp;(an\u00e1lise \u00e0 sec\u00e7\u00e3o \u00abBalc\u00e3s em foco\u00bb do DocLisboa)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o portuguesa de &#8220;Le Monde diplomatique&#8221; disponibilizou em acesso livre oito artigos de Carlos Santos Pereira, numa homenagem ao jornalista que n\u00e3o s\u00f3 foi colaborador da publica\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m membro do Conselho editorial e um dos fundadores da cooperativa que o edita. 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