{"id":11297,"date":"2015-05-24T23:12:42","date_gmt":"2015-05-24T22:12:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=11297"},"modified":"2015-05-24T23:16:54","modified_gmt":"2015-05-24T22:16:54","slug":"a-importancia-dos-provedores-de-leitores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=11297","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia dos Provedores de Leitores"},"content":{"rendered":"<p><strong>O indispens\u00e1vel papel do Provedor dos Leitores: dois exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A figura dos Provedores dos Leitores (em Espanha t\u00eam o bonito nome de Defensores do Leitor) devia ser obrigat\u00f3ria em todos os \u00d3rg\u00e3os de Comunica\u00e7\u00e3o Social, tal a import\u00e2ncia da sua fun\u00e7\u00e3o. Desde que, obviamente, Provedores ou Defensores sejam homens e mulheres respeitados, independentes, cultos e conhecedores do mundo da informa\u00e7\u00e3o. Com eles, todos ganhamos: os jornais, os jornalistas e os leitores. Dois exemplos: um portugu\u00eas e um espanhol. Um cheirinho para se perceber melhor o que pode\/deve ser o trabalho de um Provedor\/Defensor <em>(RC)<\/em><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p><strong>E o futebol paga a factura<\/strong><\/p>\n<p>O P\u00daBLICO deveria dedicar um completo dossier a este fen\u00f3meno de como \u00e9 que formas de vandalismo se acobertam nas manifesta\u00e7\u00f5es desportivas e nas claques.<\/p>\n<p>O \u00faltimo fim-de-semana que, desportivamente, deveria t\u00e3o-s\u00f3 ter sido para sinalizar o desfecho do campeonato nacional de futebol, com o Benfica a celebrar a merecida vit\u00f3ria, foi marcado por actos que trouxeram mais uma vez a primeiro plano o fen\u00f3meno da viol\u00eancia. E, mais uma vez, com aquela facilidade simplista que muita gente o v\u00ea, ou o liga, ao futebol.<\/p>\n<p>E sinceramente, \u00e9 preciso andarmos muito distra\u00eddos com os actos de enorme viol\u00eancia que t\u00eam sido registados nestes \u00faltimos tempos no \u201cnosso\u201d dom\u00e9stico contexto social para invectivarmos sobre o futebol tamanha culpabilidade. Recordo s\u00f3 estes dois actos: o b\u00e1rbaro assassinato do adolescente Filipe, de 14 anos, em Salvaterra de Magos, e o menor de 16 anos, regado com \u00e1lcool et\u00edlico, ao que parece por familiares pr\u00f3ximos e depois incendiado com um isqueiro, numa resid\u00eancia na P\u00f3voa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira. A atrocidade destes crimes basta para relevar sintomas de alarmante situa\u00e7\u00e3o de um \u201cescondido\u201d clima de degrada\u00e7\u00e3o e consequente tens\u00e3o social que tamb\u00e9m mora neste pa\u00eds. Como escreve, Vicente Jorge Silva, no seman\u00e1rio <em>SOL <\/em>de 22.05.2015, \u201cos riscos de explos\u00e3o social tender\u00e3o a agravar-se enquanto recusamos abrir os olhos para a realidade\u201d<\/p>\n<p>Devo declarar que n\u00e3o possuirei as condi\u00e7\u00f5es de isento analista social dos acontecimentos de viol\u00eancia perpetrados e envoltos na raia do futebol por duas raz\u00f5es: gosto muito do futebol e defendo, em seu benef\u00edcio, a exist\u00eancia de claques. Mas vamos aos actos em quest\u00e3o. E a partir de queixas de alguns leitores.<\/p>\n<p>Recebi queixas de dois teores: primeiro, relativamente ao exagerado volume de informa\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito do futebol; segundo, pela pouca relev\u00e2ncia e consequente tratamento, reduzido ou omisso, que o P\u00daBLICO deu aos actos violentos acontecidos em Guimar\u00e3es e em Lisboa.<\/p>\n<ol>\n<li><strong> O excessivo espa\u00e7o dedicado ao campeonato<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao excessivo espa\u00e7o (oito p\u00e1ginas da edi\u00e7\u00e3o do P\u00daBLICO de 18.05.2015) pergunta o leitor Augusto K\u00fcttner: O futebol ter\u00e1 de \u201cencher\u201d tantas p\u00e1ginas? E, de algum modo, responde: o P\u00daBLICO, reconhecido jornal de refer\u00eancia, deveria \u201cfazer-se notar pela diferen\u00e7a qualitativa\u201d. Por sua vez, o leitor Jos\u00e9 Mesquita Alves, que j\u00e1 em Mar\u00e7o de 2014, discordava dos crit\u00e9rios editoriais do P\u00daBLICO, que esquecem outras modalidades, tais como a aus\u00eancia de not\u00edcias sobre o voleibol, sem destacar, por exemplo, os jogos entre os \u201cdois melhores clubes de Voleibol, a Associa\u00e7\u00e3o de Jovens da Fonte Bastardo, da Terceira, A\u00e7ores, a par do S. L. Benfica\u201d. E refere ainda: \u201cNo passado fim de semana, a <em><strong>Selec\u00e7\u00e3o Nacional de Voleibol<\/strong><\/em> disputou no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos 2 jogos oficiais contra a Holanda, a contar para o Campeonato do Mundo da modalidade (FIVB Volleyball World League 2015). Sobre estes eventos o P\u00fablico noticiou ZERO (no dia 18 de Maio, e para al\u00e9m das 10 p\u00e1ginas dedicadas ao t\u00edtulo de campe\u00e3o nacional de futebol conquistado pelo Benfica, a sec\u00e7\u00e3o de Desporto noticiou Motociclismo, T\u00e9nis, Ciclismo \u2013 Volta a It\u00e1lia (?!), R\u00e2guebi, Basquetebol, Andebol, e mais futebol, caseiro e internacional). (\u2026) Durante esta mesma semana, na sec\u00e7\u00e3o de Desporto, o P\u00fablico noticiou mais do mesmo, a que acresce, se n\u00e3o estou em erro, uma ou duas not\u00edcia sobre a NBA, e, naturalmente, not\u00edcias sobre o Rally de Portugal.\u201d (\u2026)<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>O futebol e a viol\u00eancia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Quanto aos actos de viol\u00eancia importa recordar que tiveram tr\u00eas epis\u00f3dios diferentes: o incompreens\u00edvel e repugnante espancamento do cidad\u00e3o Jos\u00e9 Magalh\u00e3es, um empres\u00e1rio de Matosinhos que envergava uma camisola do Benfica e se fazia acompanhar do filho, menor, e do seu pai; a invas\u00e3o, com marcas de vandalismo a armaz\u00e9m e instala\u00e7\u00f5es pertencentes ao Vit\u00f3ria de Guimar\u00e3es, por alegados adeptos do Benfica; e os graves desacatos cometidos em plena pra\u00e7a do Marqu\u00eas, onde o Benfica celebrava a conquista do 34 \u00ba t\u00edtulo de campe\u00e3o nacional de futebol.<\/p>\n<p>Sobre o tratamento dado a estes lament\u00e1veis actos de viol\u00eancia, e referente n\u00e3o directamente ao P\u00daBLICO, mas aos meios de comunica\u00e7\u00e3o em geral, Jos\u00e9 Valle de Figueiredo remete para o meu correio uma cr\u00edtica bastante contundente: \u201cSinceramente, gostava que se tivesse falado mais dos actos de quase guerrilha urbana no Marqu\u00eas em Lisboa, e no assalto ao armaz\u00e9m de equipamento desportivo em Guimar\u00e3es, do que na ac\u00e7\u00e3o do graduado policial \u00e0 sa\u00edda do est\u00e1dio do Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas com o ?&#8221;?jornalixo?&#8221;?que temos, n\u00e3o seria de esperar outra coisa. Poderia aqui discutir a insensatez da hierarquia policial em mobilizar o escal\u00e3o do Corpo de Interven\u00e7\u00e3o para a seguran\u00e7a do jogo, pois \u00e9 dos livros que tal medida cria, logo \u00e0 partida, situa\u00e7\u00f5es incontrol\u00e1veis. No Estado Arbitr\u00e1rio em que vivemos, j\u00e1 se sabe o que poder\u00e1 vir da\u00ed. Mas o problema mais grave \u00e9 a despropor\u00e7\u00e3o absoluta no tratamento dado aos &#8220;actores&#8221; dos desacatos, em que os muitos meliantes envolvidos quase passaram e passam inc\u00f3lumes pelos pingos da &#8220;chuva&#8221;&#8230; Entretanto, o problema \u00e9 que vamos olhando para tudo isto com a capacidade de indigna\u00e7\u00e3o cada vez mais reduzida. \u00c9 a informa\u00e7\u00e3o teleguiada a que temos &#8220;direito&#8221;\u2026\u201d<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> O meu coment\u00e1rio<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Compreendo as justific\u00e1veis posi\u00e7\u00f5es dos leitores em rela\u00e7\u00e3o ao reclamado \u201cexcessivo espa\u00e7o\u201d e ao esquecimento de outras modalidades. Ainda por cima, os lament\u00e1veis acontecimentos do final da noite marcaram uma despropor\u00e7\u00e3o com o <em>dossier<\/em> preparado antecipadamente e referente ao campe\u00e3o Benfica. \u00c9 habitual o P\u00daBLICO dedicar <em>dossiers<\/em> especiais a acontecimentos relevantes no campo cultural e social. E conquistar um t\u00edtulo de campe\u00e3o em futebol, um facto efectivamente social e cultural, justifica um tratamento especial.<\/p>\n<p>Quanto ao esquecimento de outras modalidades, a justifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 dada a este leitor, no P\u00daBLICO de 23.03.2014, repete-se. Como ent\u00e3o reconhecia o editor de Desporto, Jorge Miguel Matias, o n\u00famero de jornalistas nesta sec\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzido e n\u00e3o obstante a sol\u00edcita coopera\u00e7\u00e3o de colaboradores externos, \u00e9 indesment\u00edvel a insuficiente cobertura de outras modalidades.<\/p>\n<p>Relativamente aos lament\u00e1veis actos de viol\u00eancia. Efectivamente, o espancamento sobre o cidad\u00e3o Jos\u00e9 Magalh\u00e3es centrou uma maior aten\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, como foi o caso do pr\u00f3prio P\u00daBLICO. Possivelmente, pela agress\u00e3o desproporcionada de um pol\u00edcia que parecia de cabe\u00e7a perdida e pelo envolvimento de uma crian\u00e7a que, com certeza, jamais esquecer\u00e1 este reprov\u00e1vel acto, de consequ\u00eancias, porventura, de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o. Este caso ainda ontem foi objecto de um l\u00facido artigo da jornalista S\u00e3o Jos\u00e9 de Almeida, no seu coment\u00e1rio <em>A Semana Pol\u00edtica. <\/em>Ali\u00e1s, j\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o de 19.05.2015, merecera um texto assinado pelos jornalistas Pedro Sales Dias e Ana Henriques.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos actos de vandalismo praticados em Guimar\u00e3es e no Marqu\u00eas nota-se, de facto, uma relativa e muito critic\u00e1vel desvaloriza\u00e7\u00e3o dos acontecimentos. Admito que, no P\u00daBLICO de segunda-feira, 18 de Mar\u00e7o, fosse dif\u00edcil comentar o sucedido, pois a edi\u00e7\u00e3o fechou antes do pandem\u00f3nio que se desencadeou no Marqu\u00eas. E, sinceramente, a pequena refer\u00eancia aos casos no <em>Editorial <\/em>de 20.05.2015, sob o t\u00edtulo<em> Algo correu muito mal no Marqu\u00eas, <\/em>\u00e9 insuficiente. Em minha opini\u00e3o, o P\u00daBLICO deveria dedicar tamb\u00e9m um completo <em>dossier<\/em> a este fen\u00f3meno de como \u00e9 que formas de vandalismo se acobertam nas manifesta\u00e7\u00f5es desportivas e nas claques sem as quais (a\u00ed est\u00e1 a minha defesa) o espect\u00e1culo desportivo seria sempre menos alegre. E j\u00e1 agora aos disfar\u00e7ados instigadores dessa viol\u00eancia que pululam por a<\/p>\n<p><em>Jos\u00e9 Manuel Paquete de Oliveira, Provedor do Leitor do jornal \u201cP\u00fablico\u201d\u00a024 maio 2015<\/em><\/p>\n<p><strong>Sobre informaci\u00f3n local, isobaras y el Ibex 35<\/strong><\/p>\n<p>El nuevo dise\u00f1o de EL PA\u00cdS ha provocado una reacci\u00f3n sin precedentes en los lectores y suscriptores de la edici\u00f3n impresa. No tanto por los cambios formales, como por los cambios de contenido que introduce. A la queja por la reducci\u00f3n del espacio para cartas de los lectores, y a la protesta masiva por la pr\u00e1ctica ausencia de la programaci\u00f3n de televisi\u00f3n, que el director atendi\u00f3 de inmediato, -el mi\u00e9rcoles se recuper\u00f3 buena parte de la misma, y muchos lectores me han escrito para agradecer esta decisi\u00f3n- le han seguido, en d\u00edas posteriores, otras cr\u00edticas que quiero recoger aqu\u00ed.<\/p>\n<p>El d\u00eda 17 de mayo dediqu\u00e9 mi art\u00edculo de la edici\u00f3n impresa a recoger las protestas arriba mencionadas. Esta semana he seguido recibiendo mensajes sobre el nuevo formato, centrados en otros aspectos del mismo. La queja m\u00e1s frecuente ha sido la relacionada con la desaparici\u00f3n de las p\u00e1ginas de informaci\u00f3n local. Muchos lectores de Andaluc\u00eda, Pa\u00eds Vasco, Comunidad Valenciana y Galicia se han dirigido a m\u00ed para preguntar qu\u00e9 ha ocurrido con estas p\u00e1ginas ya que ahora s\u00f3lo pueden acceder a la edici\u00f3n nacional. Se queja de ello, Luciano Rona, que ech\u00f3 en falta de inmediato la informaci\u00f3n de su comunidad: Galicia. \u201cInformaci\u00f3n que es del mismo inter\u00e9s que el resto\u201d, me escribe. \u201cComo considero que la opini\u00f3n de los lectores puede y debe ser de inter\u00e9s para la direcci\u00f3n del peri\u00f3dico, aporto este granito de arena, esperando puedan si as\u00ed lo creen conveniente, reconducir en algunos puntos las modificaciones realizadas\u201d.<\/p>\n<p>Abunda en lo mismo Mar\u00eda Luz Uranga: \u201cSoy suscriptora vasca desde hace varios a\u00f1os y he recibido el nuevo dise\u00f1o de EL PA\u00cdS con una gran sorpresa: han sido eliminadas las p\u00e1ginas de informaci\u00f3n del Pa\u00eds Vasco. Hace unos a\u00f1os este peri\u00f3dico ofrec\u00eda un suplemento central para esta comunidad; fue suprimido. Y ahora nos dejan sin informaci\u00f3n local. Creo que es un gran error que, incluso podr\u00eda inducir al descenso de ventas o, incluso, perder suscriptores, como podr\u00eda ser mi caso, pues me lo estoy planteando\u201d. Desde esa misma comunidad aut\u00f3noma, Beatriz Gomedio se\u00f1ala: \u201cNo entiendo la desaparici\u00f3n de esta informaci\u00f3n pues cada comunidad tiene\u00a0noticias propias que creo es imprescindible incluir\u201d.<\/p>\n<p>Alberto Men\u00e9ndez, en el otro extremo de la geograf\u00eda espa\u00f1ola, se lamenta de lo mismo: \u201cEste lunes 11 de mayo qued\u00e9 sorprendido por el cambio profundo realizado en el dise\u00f1o del peri\u00f3dico y, aunque en parte empiezo a readaptarme, echo de menos bastantes cosas. La principal: <strong>han desaparecido las varias hojas que se ven\u00edan dedicando a noticias y pol\u00edtica de Andaluc\u00eda<\/strong>. Como no estoy dispuesto a comprar dos peri\u00f3dicos al d\u00eda, con gran pena empiezo a considerar la idea de dejar de comprar EL PA\u00cdS.\u00a0\u00bfTendr\u00e1 esto soluci\u00f3n?\u201d<\/p>\n<p>Otro lector que firma su mensaje pero me pide anonimato, se queja tambi\u00e9n de la reducci\u00f3n gradual de las p\u00e1ginas dedicadas a Andaluc\u00eda, hasta su actual desaparici\u00f3n.\u00a0\u201cSin embargo\u201d, escribe, \u201custedes mantuvieron y mantienen una magnifica gu\u00eda del ocio para Madrid, no s\u00e9 si tambi\u00e9n para otras capitales, y negaron y lo siguen haciendo una m\u00ednima informaci\u00f3n cultural para los que somos de provincias, s\u00ed, as\u00ed se dec\u00eda antes: de provincias. Como si hubiera lectores de primera y de tercera. Pens\u00e9 entonces en dejar de comprar su peri\u00f3dico del que hoy soy suscriptor y siempre lector desde hace treinta y nueve a\u00f1os, cuando estando en Madrid estuve toda una ma\u00f1ana esperando un peri\u00f3dico que no terminaba de salir y del que apenas en tanto tiempo habr\u00e9 dejado de adquirir m\u00e1s de cien d\u00edas en total. Si no lo he hecho ha sido, como comprender\u00e1, por sentimentalismo\u201d.<\/p>\n<p>Carlos Miranda, se expresa as\u00ed en su correo: \u201cComo lector habitual desde hace muchos a\u00f1os, y como suscriptor desde hace menos, no puedo por menos que lamentar la desaparici\u00f3n de la p\u00e1gina o p\u00e1ginas que recog\u00edan la informaci\u00f3n de mi comunidad (Galicia). A trav\u00e9s de EL PA\u00cdS pod\u00edamos enterarnos de las corruptelas que en esta autonom\u00eda -como en tantas otras- practicaban y siguen haci\u00e9ndolo los pol\u00edticos y sus partidos. Es com\u00fanmente conocido el clientelismo que funciona por estas tierras (antes, y en denominaci\u00f3n que no ha perdido vigencia, caciquismo) y que hallaba en las denuncias de EL PA\u00cdS el correspondiente eco, mucho m\u00e1s que en otras cabeceras, habitualmente subvencionadas con generosidad por los gobiernos de turno, y que solo reflejaban estos casos una vez que EL PA\u00cdS los sacaba a luz p\u00fablica. Ahora, la carencia de esta edici\u00f3n nos deja hu\u00e9rfanos de esta informaci\u00f3n y, hay que decirlo, el peri\u00f3dico pierde capacidad de compromiso con el lector\u201d.<\/p>\n<p>Y Salvador Contell: \u201cMi queja como lector, ya que sigo comprando y leyendo EL PA\u00cdS, es que llevo comprobando que los peri\u00f3dicos que se venden en Valencia son la edici\u00f3n nacional y no la de la Comunidad Valenciana como hasta ahora. Pude entender que hace un a\u00f1o con motivo de la crisis pasaran de tener un cuadernillo sobre la Comunitat Valenciana a, simplemente, dos p\u00e1ginas, pero que no tener absolutamente nada y no saber lo que pasa en mi ciudad y en mi comunidad aut\u00f3noma no es de recibo\u201d.<\/p>\n<p>EL PA\u00cdS seguir\u00e1 informando de los hechos relevantes que ocurran en estas comunidades, pero comprendo que para muchos lectores acostumbrados a un par de p\u00e1ginas de noticias locales la p\u00e9rdida es sensible.<\/p>\n<p>He recibido tambi\u00e9n mensajes de lectores descontentos con los cambios en la secci\u00f3n de Econom\u00eda: \u201c\u00bfPor qu\u00e9 en la p\u00e1gina de econom\u00eda, antes se informaba del Ibex 35, as\u00ed como del resto de valores, divisas, tipos oficiales etc. y la informaci\u00f3n actual es mucho m\u00e1s reducida? Si para conocer la cotizaci\u00f3n de Aena o Elecnor por ejemplo, tengo que acudir a otras fuentes de informaci\u00f3n, no necesito EL PAIS\u201d, escribe Vicente \u00c1lvarez.<\/p>\n<p>Y\u00a0 Carlos Hoyos abunda en los mismo: \u201cLa informaci\u00f3n burs\u00e1til ha continuado su empeque\u00f1ecimiento, en este caso de manera notable ya que adem\u00e1s de ser muy pobre la informaci\u00f3n, solo el Ibex, el tama\u00f1o de la letra del \u00edndice parece que se ha hecho a mala idea\u201d.<\/p>\n<p>Respecto a los nuevos mapas del tiempo, una lectora, Pilar Sanz Bah\u00f3n, se\u00f1ala: \u201cLos mapas del pron\u00f3stico meteorol\u00f3gico carecen de las isobaras y su presi\u00f3n atmosf\u00e9rica correspondiente. Esto \u00faltimo me parece lo m\u00e1s importante ya que nos permite hacernos una idea (ligera) de lo que puede ocurrir en los pr\u00f3ximos d\u00edas\u201d. No es la \u00fanica que echa en falta las isobaras. \u00c1lvaro S\u00e1enz de Valicourt, escribe: \u201cLa informaci\u00f3n meteorol\u00f3gica ha quedado banalizada al m\u00e1ximo con la supresi\u00f3n de la foto del sat\u00e9lite y el mapa de isobaras. Ahora todo se f\u00eda a esos simplones iconos de solecitos, nubecillas y \u201chuevos fritos\u201d que no explican de por s\u00ed los motivos de lo que se prev\u00e9 que suceder\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Varios lectores opinan que la secci\u00f3n de Deportes prima demasiado el f\u00fatbol. Y s\u00f3lo determinados equipos. \u201cM\u00e1s de una p\u00e1gina sobre si va a seguir un entrenador o se va de un club, olvid\u00e1ndose por completo, o apenas informando, de tenis, o Giro de Italia, por poner alg\u00fan ejemplo\u201d, escribe Carlos Mart\u00edn. Y a\u00f1ade: \u201cAnteriormente, los lunes, en una sola p\u00e1gina, ven\u00eda absolutamente toda la informaci\u00f3n de la 1\u00aa divisi\u00f3n, en la que pod\u00edas ver todos los resultados habidos hasta el momento, cu\u00e1ndo y con qui\u00e9n quedaba por jugar cada equipo, goleadores, tarjetas, faltas, etc.\u00a0 Es decir, una informaci\u00f3n complet\u00edsima en una sola hoja que llevada en el bolsillo, dilucidaba muchas discusiones en muchas tertulias.\u00a0 Han eliminado los grupos de 2\u00aa. B, y para colmo ayer d\u00eda 19, se jugaron partidos de 2\u00aa \u00a0y no publican hoy sus resultados\u201d.<\/p>\n<p>.Otro lector, Teodoro Gonzalo apunta:\u00a0\u201cNo me gusta la nueva informaci\u00f3n deportiva, donde han quitado los cuadros estad\u00edsticos de los lunes de la liga de f\u00fatbol, as\u00ed como la reducci\u00f3n a m\u00ednimos en otros deportes como automovilismo, motorismo etc\u00e9tera\u201d.<\/p>\n<p>Tengo que precisar que tambi\u00e9n me han llegado algunas cartas de lectores que aplauden el nuevo dise\u00f1o. A\u00fan as\u00ed, son elogios te\u00f1idos de cr\u00edticas, como los que hace Le\u00f3n Caballero, suscriptor y lector de este peri\u00f3dico desde el primer n\u00famero.\u00a0\u201cEl nuevo formato, me parece mejor que el anterior&#8221;, escribe, pero no deja de lamentar que el cambio haya tenido costes, como ver reducida la secci\u00f3n de Cartas al Director, que le interesa enormemente.<\/p>\n<p><em>Lola Gal\u00e1n, Defensora del Lector &#8220;El Pa\u00eds&#8221;\u00a022 maio 2015<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O indispens\u00e1vel papel do Provedor dos Leitores: dois exemplos A figura dos Provedores dos Leitores (em Espanha t\u00eam o bonito nome de Defensores do Leitor) devia ser obrigat\u00f3ria em todos os \u00d3rg\u00e3os de Comunica\u00e7\u00e3o Social, tal a import\u00e2ncia da sua fun\u00e7\u00e3o. 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