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Crise, linguagem e realidade

«A contestação trouxe palavras novas porque trouxe ideias novas», afirmou o jornalista do “El País” Ricardo Querol, no VIII Seminario Internacional de Lengua y Periodismo: “El lenguaje de la crisis”.
«Durante muito tempo a linguagem financeira foi dominante, mas isto mudou: em vez de falar de execução hipotecária falamos de despejo, de gente que vai para a rua e dos suicidios. Este é o primeirp êxito da contestação, pôr certos temas na agenda e pô-los com a linguagem da rua, não com a que usaram connosco», assegurou Querol durante a sua intervenção.
A jornalista Soledad Gallego-Díaz lembrou que «há palavras que têm claramente a vocação de enganar e os jornalistas têm que detectá-las rapidamente para que os cidadãos possam defender-se dessa ameaça».

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