Os videos satíricos e a velocidade das redes sociais foram fundamentais nas últimas derrotas de Berlusconi e na abertura da oposição à cidadania
Nas semanas anteriores, quase todos os canais públicos e privados ignoraram olimpicamente o encontro com as urnas. O principal telejornal do país, o da RAI 1, deu apenas uma dúzia de notícias sobre a consulta, chegou a noticiar mal as suas datas (atrasou-as um dia) e convidou os espectadores, na informação do tempo, a fazer “uma bonita excursão” nos dias do referendo. Como se não bastasse, no domingo vários telejornais omitiram as imagens do presidente da república votando, coisa insólita numa data eleitoral. Mas desta vez a manipulação e a censura foram ineficazes.
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