Uma pergunta bem formulada, precisa, cirúrgica, não deixa saída ao entrevistado, não permite fuga, não abre desvios. O bom repórter, antes da acuidade para ouvir, deve ter a competência para inquirir. E, neste campo, ninguém é melhor, mais certeiro, mais direto do que Geneton. Seus livros e seus programas na TV valem por um curso completo de jornalismo.
Algo mais doura esta habilidade inata de Geneton. Suas perguntas são objetivas, enxutas, minimalistas. Deve-se desconfiar, sempre, de repórteres que gastam cinco, dez, quinze linhas para formular uma simples pergunta, o que acaba revelando geralmente uma cabeça complicada, enredada, confusa. Os repórteres brasileiros estão cada vez mais prolixos, fluviais, espichados, em perguntas que mais confundem do que explicam.
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