Peça Estados Unidos da América, crónica de uma (des)união foi a escolhida pelo júri deste concurso, que homenageia o primeiro director do “Pulico” e premeia trabalhos jornalísticos de excelência.
A jornalista Isabel Lucas é a grande vencedora da primeira edição do Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva, anunciou, esta quarta-feira, a editora Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM). A peça Estados Unidos da América, crónica de uma (des)união [1] foi a distinguida pelo júri do concurso e premiada com uma bolsa de cinco mil euros.
Neste trabalho, publicado em Outubro de 2020 – poucas semanas antes da eleição presidencial que opôs Joe Biden a Donald Trump [2] –, a jornalista Isabel Lucas olha para os conflitos internos que atravessam os Estados Unidos e que fomentam desunião profunda entre os 328 milhões de habitantes do país.
Além da distinção deste trabalho, foram ainda atribuídas menções honrosas a duas outras peças jornalísticas. A reportagem Voltar a Andar, da autoria de Raquel Monteiro e Tiago Miranda, foi uma das distinguidas. A segunda foi o trabalho de investigação desenvolvido por Micael Pereira e Luís Garriapa com a peça Luanda [3]Leaks [3]. Como Isabel dos Santos desviou mais de 100 milhões de dólares da Sonangol para o Dubai [3]. A cerimónia de entrega do prémio será no dia 15 de Setembro, pelas 18h, na Sociedade Portuguesa de Autores. O evento será transmitido online.
Este prémio [4] homenageia o primeiro director do PÚBLICO, Vicente Jorge Silva [5], tendo sido criado no dia em que foi conhecida a morte do jornalista, a 8 de Setembro de 2020 [6]. O júri permanente deste concurso é composto pelo director do PÚBLICO, Manuel Carvalho [7], pelo director do Expresso, João Vieira Pereira, pelo presidente da agência Lusa, Nicolau Santos. As duas personalidades convidadas para integrar o júri nesta primeira edição foram Teresa de Sousa, jornalista do PÚBLICO [8], e Daniela Santo, jornalista reformada da RDP Madeira.
Nas palavras [4] de Nicolau Santos, este galardão [9] de homenagem a Vicente Jorge Silva distingue “a capacidade de investigar criteriosamente, de fazer extraordinárias reportagens, de contar histórias surpreendentes, de concretizar entrevistas inesquecíveis”.
A imagem e identidade deste prémio foram da responsabilidade do designer e ilustrador Henrique Cayatte, convidado por Vicente Jorge Silva para co-fundar o PÚBLICO, onde foi editor gráfico, ilustrador e autor do design do jornal.
(“Público” 8 setembro 2021)