O dia 9 de Novembro de 2016 ficará na história da comunicação social portuguesa como o dia em que um cidadão suspeito da prática de crimes se entregou à Polícia perante equipas da «RTP» e do «Diário de Coimbra», depois de ser entrevistado.
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Quanto ao conteúdo da entrevista, fica a impressão de que foram mais as perguntas essenciais por formular do que aquelas que pouco mais fizeram do que satisfazer a curiosidade óbvia (como sobreviveu, o que comeu, como tomava banho…). É provável que não tenham sido autorizadas (ou teriam sido evitadas) questões que poderiam pôr em causa a defesa, ou levar o entrevistado a auto-incriminar-se. Mas o que será aceitável, do ponto de vista do mandato forense, pode ter posto em risco a independência e a autonomia dos jornalistas. (Alfredo Maia)
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