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RTP, um camião louco com dois motoristas ao volante
[8 de September de 2014]

O que os burocratas de ocasião fazem descaradamente não é racionalizar a RTP, é desarticular a empresa aos bocados, tornando-a inoperante, em benefício do outsourcing e dos negócios privados. Há situações flagrantes de gestão danosa. Entregaram a área da Produção de Programas a Eduardo Moniz, um concorrente declarado, que ali se instalou, sem precisar de levar nem armas nem bagagens. Desmembraram a direcção técnica, a culminar na destruição da manutenção, que era dotada de técnicos da mais alta competência não poupando sequer os especialistas da manutenção óptica das câmaras. Sem orçamento aprovado, sem ideias e sem dinheiro, a administração não sabe o que fazer. De alto a baixo, reina o improviso e o salve-se quem puder, a ponto de já ninguém saber a quem pedir responsabilidades. (Avelino Rodrigues)

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Notícias »

“Correio da Manhã” corrige erro
[6 de September de 2014]

O “Correio da Manhã” passou a assinalar como publicidade os textos publicitários inseridos na sua edição digital, num módulo intitulado “Comunicados de imprensa”. Tínhamos chamado aqui a atenção para essa falha e por isso registamos a prática correcta.

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As piruetas dos “animais de poder”
[6 de September de 2014]

«Quando o antigo diretor do mais prestigioso diário francês evoca uma reviravolta de dois líderes políticos que deveria fazer refletir nas redações…» (Nobre-Correia)
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A rajada de vento que passa
[6 de September de 2014]

Há depois que elaborar um livro de estilo (geralmente inexistente, ultrapassado ou ignorado). Porque cada jornal tem de ter a sua personalidade própria. Definindo claramente, por exemplo, a função da crónica (para evitar o umbigocentrismo e a fulanização), da entrevista (para não cair em conversas intermináveis e compinchistas), da reportagem (que deve relatar o que foi visto e ouvido, e não transformar-se em editorialismo de sabichão-novo), da análise (sólida, sintética, obra de autêntico especialista). (Nobre-Correia)
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Como trazer ordem para o caos
[6 de September de 2014]

Imagino como seria bom que, mesmo que de forma imperfeita, neste ano de confusão, houvesse um qualquer “News Night 2.0”. Por exemplo, só para os últimos dias, que alguém perguntasse a Passos Coelho, na vinda da sua reunião da NATO, se vai haver um reforço do orçamento da defesa para ser credível a retórica sobre a Ucrânia? Ou que alguém fizesse uma peça num telejornal mostrando como os critérios estatísticos do desemprego são mais fiáveis quando o desemprego sobe do que quando desce. Ou que investigasse o que são os estágios de formação que retiram milhares de nomes das listas do desemprego e que instruções dá o Governo ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, uma das áreas mais controladas partidariamente no Executivo. (José Pacheco Pereira)
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Dois expeditos tuiteiros
[5 de September de 2014]

Dois expeditos tuiteiros resolveram pronunciar-se sobre a notícia da proposta de lei da cópia privada publicada neste sítio. Um acusa o CJ online de “alinhar” com a SPA; o outro diz que o CJ Online “emprenha pelos ouvidos”. Os vigilantes anónimos entendem, também, que a notícia “não é séria”, embora não expliquem porquê. Tanto dislate junto ultrapassa os limites do ridículo, mas a sua natureza pública e repetitiva exige duas ou três observações. (JAG)

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O jornalismo ainda requer imparcialidade?
[5 de September de 2014]

Mostrar emoção é o mesmo que tomar posição? E que lugar tem a opinião de um jornalista no espaço digital? As perguntas são da jornalista do “Guardian” Kellie Riordan, num artigo que não encerra a questão e abre interessantes linhas de debate.
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Humilhação, a matéria-prima dos ‘reality shows’
[5 de September de 2014]

Se falar mal de reality shows é tão banal que não aguentamos mais, como temos visto, os produtores de tais programas também devem ter se ressentido de tanto falatório negativo porque estão tentando – com sucesso, diga-se – refinar o que já é ruim incorporando, digamos, alguns acessórios de mau gosto, ironia e doses extras de humilhação àqueles que se dispõem a participar da coisa toda. (Ana Cláudia Vargas)
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Gramsci e uma reflexão sobre a natureza do jornalismo
[5 de September de 2014]

O jornalista Gramsci não fugiu de controvérsias partidárias e teóricas; defendeu posições éticas e políticas; e propôs estratégias, alianças e táticas de ação para a luta de classes. Ele fez do jornalismo o principal meio para o exercício da crítica, associada por ele, em artigo publicado no Il Grido del Popolo em 1916, aos espíritos rebeldes que rejeitam a alienação e o conformismo e que  guiavam-se pelo compromisso com a liberdade e a humanização da vida. (Dênis de Moraes)
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As sondagens como propaganda política
[5 de September de 2014]

As pesquisas são uma importante e eficiente propaganda política, se não a mais importante. Sorrateiramente elas constroem e legitimam o fato de determinados índices de escolha serem de fato como são veiculados, pois o pressuposto é o de que as pessoas pensem e reflitam ao responder sobre sua escolha de determinado candidato; eles estariam fazendo essa opção conscientemente. Ainda outro pressuposto tácito: se tantos escolhem tal candidato, ele só pode ser muito bom. Podemos votar nele com segurança. (Pedrinho Guareschi)
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