Sim, há diferenças entre os privados e um Serviço Público
Nestes dias agitados, muita gente pergunta, sobretudo nos media e na internet, se alguém sabe o que é essa “coisa” do SPT, o Serviço Público de Televisão – para, logo a seguir, procurar demonstrar que não serve para nada e que o actual (leia-se RTP) nem sequer se diferencia dos privados nas suas programações.
No Le Monde datado de 29 AGO 2012, Rémy Pflimlin, o Presidente-Director-Geral do grupo público, do SPT francês (France 2, France 3, France 4, France 5 e France Ô), disse, na apresentação das grelhas de programação para Setembro, que os novos programas, comparados com os dos canais privados, se desejam “singulares”, “diferentes” e “modernos”.
O PDG do SPT francês define depois, em menos de 15 palavras, as referências dessa “coisa” que muitos “procuram”: “France Télévision deve ser politicamente independente, socialmente útil, intelectualmente contributiva, cívicamente responsável e artisticamente moderna”.
Ainda há diferenças entre as leis do mercado e os objectivos de um Serviço Público.
Afonso Rato


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